<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050</id><updated>2011-04-21T19:15:51.282-04:00</updated><title type='text'>...Purgatorying...</title><subtitle type='html'>Don't disturb me in this state, please leave me purgatorying...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-116273304261117058</id><published>2006-11-05T09:21:00.000-04:00</published><updated>2006-11-05T09:24:02.613-04:00</updated><title type='text'>You must keep on dreaming</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É o que eu me digo todos os dias de manhá, quando acordo e todos aquelas problemas e preocupaçoes me vêm à cabeça, quando me vem a vontade de desistir de tudo e voltar pra casa, quando as esperanças que até agora me sustentam deixam de existir por algum motivo misterioso. É, eu tenho que continuar sonhando. Às vezes nao entendo bem pra que, mas eu tenho, eu tenho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-116273304261117058?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/116273304261117058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/116273304261117058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/11/you-must-keep-on-dreaming.html' title='You must keep on dreaming'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-116273285897320055</id><published>2006-11-05T09:13:00.000-04:00</published><updated>2006-11-05T09:24:23.203-04:00</updated><title type='text'>Quando tudo começa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois que o curso começou, um monte de coisas loucas e inesperadas também começaram. As dúvidas retardadas, as preocupaçoes desimportantes, os problemas práticos de todos os dias... Mas eu vou falar só o que é legal, o que todo mundo me pergunta e quer saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim que as aulas começaram, um curso prático de um ano de cinema, onde vamos produzir cada um dois filmes, um em vídeo e outro em película. Somos sete pessoas na sala, eu sou a única mulher (e isso tem suas vantagens). Tem o Carlos e o Oscar, que sao catalanes, o Sebastian que é mexicano, o Ibai e o Jrutz que sao bascos, e o Marcos que é brasileiro. Na aula de fotografia ainda tem a Mariona e a Ana, as duas também de Catalunya. Quem me conhece sabe a dificuldade que eu tenho de gostar das pessoas, mas eu juro que eu melhorei e gosto praticamente de todo mundo, apesar de nao estar fazendo questao de fazer muitos amigos. Nao sei por que nao me sinto muito à vontade com os "estrangeiros", de fato nao sei explicar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o que eu quero, acho que está saindo bem. Temos classes de fotografia, câmara, roteiro, pós-produçao e direçao de atores. Tento tirar o maior proveito de tudo, acostumada que sou com classes e professores ruins. Hoje eu tenho muito claro algo que aprendi na Facom, que somos nós que temos que nos desesperar para conseguir uma boa aula, nem sempre é o professor que nos vai dar isso. No caso desse curso, a maior parte dos professores sao bons e isso é um alívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao tem muito o que dizer além disso. Os dias estao passando e tudo o que eu faço é vivê-los profundamente. Estou ansiosa para escrever meu roteiro e fazer meu filme, mas eu descobri que esse meu prazer eu nao posso compartir por aí, sao pouquíssimos os que entendem. Isso é chato. Mas por outro lado pode ser muito bom. Enfim, é só isso. Nada (de)mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-116273285897320055?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/116273285897320055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/116273285897320055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/11/quando-tudo-comea.html' title='Quando tudo começa'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-116273220374393632</id><published>2006-11-05T09:07:00.000-04:00</published><updated>2006-11-05T09:24:35.450-04:00</updated><title type='text'>Friiiiiiiiiio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Demorou, mas a merda do frio está chegando. En Barcelona, sí... Tenho amigos que estao en Londres nesse exato momento e que já devem estar verdadeiramente sofrendo, mas estando em Barcelona eu ainda tinha um pouco de esperança. Pois é, os últimos dias aqui foram frios, cada vez mais, e está tudo muito estranho. As pessoas mudam, as ruas mudam, os horários e as vontades mudam também. As roupas, as escolhas, os humores, as rotinas, os planos, as oportunidades. O frio é quase um bicho papao, e vai chegando de leve, te assustando um pouco mais a cada dia. E te dá medo. Me dá medo, pelo menos. Essa será minha prova de sobrevivência aqui no velho continente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-116273220374393632?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/116273220374393632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/116273220374393632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/11/friiiiiiiiiio.html' title='Friiiiiiiiiio'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-116238415405563617</id><published>2006-11-01T08:22:00.000-04:00</published><updated>2006-11-01T08:29:14.056-04:00</updated><title type='text'>Tener una vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu quero ter uma vida em Barcelona.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda nao tenho e isso me tira o sono todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me pergunto se estou com pressa, se nos meus 20 e poucos anos eu já nao estou querendo demais. Mas daí eu penso que isso nao faz muito sentido. Eu fiz escolhas, nao foi? Nao é possível que seja taaaaao difícil. Ou que eu seja assim tao fraquinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida que eu quero é simples.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segunda e quarta ir pra aula de catalao de 8h às 9h.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terça e quinta ir pra academia deixar de ser sedentária de 8h às 9h&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estudar de manhá no meu curso de cinema, de 10h às 14h, todos os dias da semana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trabalhar na Fnac de segunda a sexta, das 16h às 21h.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fazer extra em restaurantes no fim de semana, das 17h às 00h.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ler, estudar, ver filme em casa e no cinema e tomar uma cervejinha com pessoas legais nas horas vagas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ter dinheiro pra comprar meu computador, uma câmera digital super potente e qualquer coisa na rua que eu quiser comprar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece muito?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece que eu nao posso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu acho que parece que eu posso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a vida aqui só fica fácil quando você dá certos passos que nao ficam muito claros desde o início. Isso é estranho. É muita, muita coisa ao mesmo tempo, e ainda nao consigo dizer se estou sendo inteligente o bastante para aprender.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-116238415405563617?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/116238415405563617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/116238415405563617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/11/tener-una-vida.html' title='Tener una vida'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-116238320954469843</id><published>2006-11-01T08:12:00.000-04:00</published><updated>2006-11-01T08:13:29.563-04:00</updated><title type='text'>Vivir de cine</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Outro dia me perguntou um amigo o por que de eu querer fazer cinema, quais as minhas motivaçoes. Engraçado que esse é uma típica pergunta para quem adora se perder em divagaçoes filosóficas ou sei lá o que. A verdade é que fiquei tentada a fazer isso, princpalmente quando aprendi com um professor querido que eu me questionava pouco sobre as minhas escolhas. Eu as fazia e pronto, estavam feitas, o que me interessa entao é fazer planos e colocá-los em prática o quanto antes. Ou seja, uma série de erros, mas que agora nao vêm ao caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas a resposta pra isso me vem logo, como se sempre estivesse aqui, ainda que eu nunca tivesse "respondido" isso pra ninguém. Nunca fui nenhuma super contadora de histórias e nem nunca pensei em fazer disso uma profissao, a minha vida, mas sempre eu amei o fato de poder imaginar as coisas, de contar a vida do jeito que ela poderia ser, ou do jeito que eu queria que ela fosse. Sempre fiz isso escrevendo. Nao romances, contos, mas espécies de crônicas - nao muito boas, by the way. Mas quando eu descobri o potencial do cinema, o que se pode fazer com conjuntos de imagens bem pensadas, eu vi que era a melhor forma do mundo pra se contar essas histórias, esses mundos possíveis e imagináveis, ou até impossíveis e imagináveis. Eu amo essas histórias, eu amo tudo o que eu nao conheço e que, ainda assim, posso contar. Eu amo poder inventar uma história que com a qual as pessoas possam se identificar. Ou que se emocionem, que riam, que percebam como foi composto e pensando aquele plano, aquela sequencia, aqueles personagens, enfim. Nao consigo pensar en nada mais prazeroso agora, a sensaçao de que preciso viver um pouco desse mundo que eu imagino a todo o momento, de que eu posso brincar com imagens e sons e pessoas e histórias, e fazer disso a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que dirigir um filme é algo bem mais complexo que isso, mas o que me ocorre sempre quando penso nas minhas escolhas é que eu quero poder contar sempre todas as histórias que passam pela minha cabeça. Por algum motivo obscuro eu sei que eu posso fazer isso bem, que as pessoas querem ouvir, que eu posso comover, divertir, fazer rir diferentes tipos de pessoas. E viver disso! Aahhhhhh, viver disso...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-116238320954469843?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/116238320954469843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/116238320954469843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/11/vivir-de-cine.html' title='Vivir de cine'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115669537073872928</id><published>2006-08-27T12:15:00.000-04:00</published><updated>2006-08-27T12:16:10.750-04:00</updated><title type='text'>Almoço brasileiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As coisas aqui em casa estao ficando cada vez melhores. Entre muitas conversas (sérias) que tenho tido com Vero, combinamos animadamente de fazer um almoço brasileiro, ou seja, uma feijoada com farofa! Falei tanto da feijoada, e principalmente da farofa, que tanto ela como Antonio ficaram desesperados pra comer! Entao combinamos de fazer o almoço, nós quatro juntos, com aquele ar de almoço de "reconciliaçao" ou "confraternizaçao". Antonio inclusive se dispôs a comprar a cerveja e tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quarta-feira passada rolou a feijoada. Eu cozinhei tudo. Saí pra comprar carne, calabresa, bacon, os temperinhos todos e o feijao, que aqui tem pelo menos dois nomes: judías e alubias. Eu fiquei morrendo de medo de nao conseguir feijao ou de que o feijao daqui fosse uma merda porque eu ia em queirmar depois de tanta propaganda! Um dia antes eu tive que pedir socorro pra minha mae porque tinha me esquecido o processo de fazer o feijao (só fiz umas tres vezes antes) e também porque eu ia fazer na panela normal e nao na panela de pressao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim que quarta-feira eu acordei cedo e fiquei o dia inteiro cozinhando. Jô estava dormindo porque tinha dobrado no dia anterior, Vero estava em entrevistas de trabalho e Antonio estava trabalhando. Umas 15h Antonio chegou com vinho e cerveja, todo animado, e uma hora depois chegou Vero ainda mais animada. O feijao já tava pronto, terminei de fazer o arroz, fiz a farofa e ainda fiz umas batatas fritas pra acompanhar. Sentamos todos na mesa, arrumamos ela para quatro pela primeira vez, e comemos todos felizes! Vero já tinha comido feijao antes e adorou comer outra vez, mas Antonio adorou absurdamente. Ele comeu uns três pratos e se jogou na farofa. Foi engraçado o españolito (como a gente chama ele quando quer sacanear) comendo nossa comida pesadona daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tudo feliz e tranquilo, conversamos como quê, demos muita risada... Todo mundo é muito legal quando quer ser, essa é uma das verdades universais. Me diverti muito, parecia que nunca nada de bizarro tinha acontecido. Vero me falou mais de uma vez que a comida estava muito boa e sorria de um jeito bonito. Mais tarde ela me agradeceu por ter cozinhado pra todo mundo e que devíamos fazer isso mais vezes, mas que depois seria comida uruguaia! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feijao sobrou porque eu fiz um montao e até hoje todo mundo comeu de novo. Só hoje que tinha um pouquinho e eu guardei pra Joana, a única que nao comeu de novo. Nesses dias eu tenho passado muito bem com Antonio e Veronika. O almoço também serviu pra declarar que essa onda de comida de um e de outro nao tem nada a ver, que eu posso cozinhar pra eles, eles pra mim, podemos dividir a sobremesa ou o espaço na geladeira. Isso muda tudo, é impressionante. E qualquer outro assunto mais "pesado" se torna tranquilo, bobo. Ontem mesmo Vero comprou limao e fez caipirosca! E fez um copo só pra mim! De noite ainda ficamos os três de onda vendo um jogo na televisao e conversando sem parar, como se o tempo nao passasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, tirei poucas fotos do almoço que estao em &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/kamtelle/" target="_blank"&gt;http://www.flickr.com/photos/kamtelle/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115669537073872928?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115669537073872928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115669537073872928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/08/almoo-brasileiro.html' title='Almoço brasileiro'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115566565279046452</id><published>2006-08-15T13:59:00.000-04:00</published><updated>2006-08-15T14:14:12.923-04:00</updated><title type='text'>Compañeros de piso (!otra vez¡)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando eu cheguei aqui eu sabia que Joana morava com um casal, Antonio e Veronika, mas só estava Antonio aqui na ocasiao. Por um mês (sendo duas semanas as que eu estive aqui), Veronika esteve em Bangladesh para a parte prática da sua pós em Serviço Social. Foram duas semanas estranhas porque ela estava em toda a casa, todos falavam dela, as coisas dela estavam por toda parte, mas nada de ela estar vivendo lá! Acabei ficando muito ansiosa em conhecê-la e a espera acabou valendo a pena porque ela é um doce de pessoa. E diante de todo o estresse que tava rolando com Antonio, Vero chegou na hora certa. Tudo pareceu melhor com ela, ainda que alguns problemas, claro, tenham persistido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vero é uruguaia. Eu nao conheço nada nem ninguém do Uruguai, mas a tendência de me sentir mais próxima de uma uruguaia que de um español (Antonio) é muito grande, talvez porque sejamos as duas sulamericanas e, no fundo, eu imagino que ela deve ser um pouco mais como nós, brasileiros, mais carinhosa, mais divertida, mais próxima, mais solidária. Engraçado que eu percebi aqui como os brasileiros podem ser solidários, como sao incapazes de se importar por coisa pequena. Sei lá, os espanhóis te olham feio por causa de uma garrafa de água ou de um ovo da geladeira. Nao nos imagino tendo sequer coragem de fazer uma coisa dessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha simpatizado com Vero quase gratuitamente, mas ela me ganhou num dia em que estava fazendo o almoço dela e de Antonio e me convidou pra comer com eles. Colocou uma cadeira pra mim na mesa e me ofereceu da sua comida. Aquilo me surpreendeu muito! Antonio jamais faria isso e, em duas semanas, eu tinh "entendido" que a minha comida é só minha - oferecer era "intimidade" demais. Quando eu sentei na mesa com ela, eu senti que podia ser brasileira de novo, se é que isso pode ser entendido. E foi incrivelmente bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso só melhorou. Um dia acordei e todos os pratos da pia estavam lavados. Eu e Jô nunca deixamos louça suja na pia, só às vezes de madrugada deixamos uns copos, que lavamos assim que acordamos no outro dia. Vero tinha lavado os copos. Claro, nao custa nada lavar uma coisa ou outra, ainda mais quando voce já está lá com a mao na massa. Outro dia, essa semana, eu fritei umas beringelas e dei pra ela experimentar, ela ficou toda contente. E também me deixou entrar no quarto dela, sendo que Antonio sempre deixa a porta fechada, nao entra ninguém! Vero me convidou pra entrar, me convida sempre, me mostra coisas. Até me deu um mapa de Barcelona de presente outro dia. E daí uma lista de coisas, sem contar o jeito tranquilo dela, sua forma de agradecer por qualquer coisa, o seu nao-puder em tocar as pessoas, em chegar perto. Veronika toruxe (talvez de volta) pra essa casa um monte de paz e sossego, e mais uma vez é prazeroso viver aqui, dividir todos os espaços dessa casa, de repente dá prazer conhecer essas pessoas estranhas, aprender a conviver e lidar com tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115566565279046452?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115566565279046452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115566565279046452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/08/compaeros-de-piso-otra-vez.html' title='Compañeros de piso (!otra vez¡)'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115566475977914579</id><published>2006-08-15T13:58:00.000-04:00</published><updated>2006-08-15T13:59:19.790-04:00</updated><title type='text'>A rotina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aos poucos, claro, a rotina começa a se estabelecer. Talvez por isso eu tenha demorado tanto pra voltar a escrever aqui. A maior parte dos dias começou a ir igual e, además, estou quase completamente sem dinheiro em agosto - mas sobre isso eu comento depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os dias eu passo sozinha, exceto as quartas-feiras, quando é a folga de Joana. Nas últimas duas semanas estivemos ocupadas com as coisas de casa, arrumar nosso quarto, comprar os móveis e outras coisas pro quarto e pra casa. Quando os móveis chegaram, eu me distraí montando eles sozinha enquanto Joana trabalhava. Agora o quarto está quase pronto: a cama, o armário, a estante, a cabeceira, as caixas debaixo da cama, a estante dos cds... Só falta a gente conseguir quebrar o armário antigo pra poder baixar e jogar no lixo. Eu passo  amaior parte do tempo no quarto sem Joana, o que acaba me dando a sensaçao de estar sozinha, apesar de casa coisa de lá ser uma escolha de nós duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa do tempo livre, fiquei responsável pelas compras, o que também anda me divertindo muito. As compras de casa, em geral, sao coisas de comer, em especial comida pro almoço, e é tudo tao barato que dá sempre pra ir experimentando coisas novas. Como eu acordo sempre depois do meio-dia - isso porque Joana chega do trabalho äs 3h e ficamos conversando ou vendo filme até as 5h ou 6h - só vou almoçar lá pras 17h, mais ou menos a hora que Jô sai (ela come no trabalho). Por esses dias andei fazendo experimentos na cozinha, meu arroz anda cheio de coisas novas, meu macarrao idem, sanduiches ainda mais. De uma forma ou de outra vou me divertindo na cozinha, e dá um certo prazer cozinhar durante algum tempo e depois comer tudo só! As comidas congeladas andam me dando uma mao agora no início, é verdade, e eu estou quase sem comer carne porque aqui nao se vende carne no mercado, tem que ir no açougue, e, bom, eu nao sei comprar carne! Mas tudo vai se ajeitando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que faço muito é ver filmes. Eu nao sabia, mas Joana tem uma coleçao enorme de DVDs aqui, com um monta de filmes que eu ainda nao vi. Assim que vejo pelo menos um filme por dia em casa, sem contar com os que pego na Casa Asia, um lugar daqui dedicado à divulgaçao da cultura asiática e que tem uma mediateca cheia de filmes orientais de graça!! Eu estou sempre lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também faz parte da rotina a hora básica no locutório (como eles chamas a lan house aqui), mas andei dando um tempo porque já nao posso mais ficar gastando um euro por dia e também porque esses paquistaneses daqui sao nojentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de dinheiro me faz ficar mais em casa e isso às vezes me dá preguiça, me enche de tédio e tal, mas na maior parte das vezes nao tem problema porque eu gosto de ficar em casa vendo filme, lendo, ouvindo música. E aqui na minha nova casa, cozinhando! Pra minha sorte eu gosto muito da minha casa e isso acaba tornando as coisas mais fáceis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115566475977914579?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115566475977914579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115566475977914579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/08/rotina.html' title='A rotina'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115481108728393757</id><published>2006-08-05T16:50:00.000-04:00</published><updated>2006-08-05T16:51:27.300-04:00</updated><title type='text'>Coisas bizarras ou curiosas de Barcelona</title><content type='html'>O McDonalds daqui nao tem aquele sanduiche de cheddar. Se o McDonalds só fazia sentido na minha existência por causa da promoçao número 4, agora me sinto mais aliviada porque nao devo mais comer tanto de lá. Em compensaçao, o número 4 daqui é um de Bacon, gostoso, mas nada que se compare aquele maravilhoso sanduíche de cheddar. E outra coisa compensa, a batata-frita da promoçao é enorme, gigante, e pode vir em dois tipos, aquele normal que já conhecemos e um tipo que chama "deluxe", que sao pedaços grandes de batata-frita e que, por algum motivo misterioso, têm um gosto diferente da batata-frita fininha. O legal é que os dois tipos custam o mesmo preço e você pode escolher lá na hora. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vários lugares aqui onde se compram coisas (em geral, supermercados) voce também tem que pagar pelo saco plástico que carrega suas compras. No Ikea as embalagens sao de até 50 centavos e no Día, um supermercado massa daqui que tem em todo lugar e é super barato, cada saco custa 3 centavos. E, sim, eles lidam com centavinhos, aqueles menores que cinco. Aqui as moedas de 1 centavo existem e sao usadas, e se algo custa 2,49, vao te dar o troco pra 2,50. Sem contar que existe a moeda de 2 centavos, que é igualmente utilizada. Até demais, por sinal. Aqui as notas sao usadas só a partir de cinco euros, e olha que isso é muito porque cinco euros é dinheiro como quê! O fato é que sempre se está com moeda na bolsa, no bolso, na carteira, porque aqui as moedas significam (e valem) muito mais que no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fui almoçar num restaurante chinês e descobri que o rolinho de queijo é uma invençao dos chineses que vivem no Brasil (ou pelo menos em Salvador, até onde eu sei). Aqui, em qualquer restaurante chino, só existe o rolinho primavera, aquele com repolho, só que, misteriosamente, o daqui é mais gostoso que o do Brasil, nao sei por que. Comi feliz e contente. Mas o mais interessante desse almoço foi o preço. Há uma promoçao lá no cardápio que chama Menu do dia e que tem três opçoes. A primeira custa 5,75 e te dá direito a uma entrada (rolinho), uma porçao de acompanhamento (arroz), o prato principal (eu pedi um frango frito a moda chinesa, hehehhe, mas tinha milhoes de opçoes excêntricas), uma bebida e uma sobremesa. Sim, sim, tudo isso por menos de 6 euros. E você come bem, muito bem. O menu é feito pra uma pessoa, mas sobra muito arroz, eles colocam muito arroz!! E o arroz tava muito bom, afffff...... Agora, na moral, se você tem seis euros na carteira, você vai ali e come no chinês, come bem, come fora! Sem comentários, hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda quinta-feira aqui é dia de jogar móveis no lixo. Em Barcelona há um dia específico para que as pessoas joguem no lixao lá de baixo os móveis que nao mais lhe interessam, assim que, toda quinta, se pode ver um monte de móveis pela rua, algum em pleno estado de conservaçao. O mais legal disso é que há muitas histórias de pessoas que montam suas casas com os móveis que encontram no lixo. E o mais idiota é que quem faz isso é mal visto!!!!!! Imagine! Móveis e móveis perfeitos na rua e nao se pode pegar porque "pega mal"... Afffff, esses europeus super frescos....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Espanha as férias sao demasiadamente levadas a sério. Em agosto, tudo está fechado ou, se se tem sorte, abertos até as duas da tarde. Sim, somente até as duas. Nada, absolutamente nada fica aberto depois desse horário. Enquanto no Brasil férias de fim de ano existem só para, sei lá, colégio, faculdade, essas coisas, aqui as férias sao para todas as pessoas que trabalham. E nao achem que há muita gente que quebra essa regra na intençao de ganhar mais dinheiro, isso aqui nao existe, eles tomam as férias como um direito importante e intocável. Ninguém trabalha e já era. A mesma coisa bizarra acontece com o horário da sesta, sagrado para os espanhóis. E isso o ano inteiro, nao importa se sao férias ou nao. O comércio inteiro simplesmente fecha das duas às cinco da tarde. Sim, os espanhóis têm simplesmente 3 horas de almoço, enquanto a gente no Brasil tem uma horinha beeeeeem apertada. Tudo bem, massa ter 3 horas, mas porra!!!!! Nao se faz nada na cidade durante três horas. E se as pessoas voltam do trabalho pra casa, haja dinheiro de transporte! Tres horas é tempo demais pra ficar sme fazer nada, além de atrapalhar a vida de um monte de gente e impedir que se faça um monte de coisa em tres horas do dia. Depois tem gente que abre a boca pra dizer que nao se trabalha no Brasil. Affffffffff!!!!!! A merda é que, mesmo com isso tudo, os espanhóis ainda trabalham pouco e ganham muito, muito mesmo. Mundo injusto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115481108728393757?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115481108728393757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115481108728393757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/08/coisas-bizarras-ou-curiosas-de.html' title='Coisas bizarras ou curiosas de Barcelona'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115446136525656929</id><published>2006-08-01T15:41:00.000-04:00</published><updated>2006-08-01T15:42:45.270-04:00</updated><title type='text'>Compartir pisos y vidas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Viver com pessoas estranhas num mesmo apartamento tem lá seus problemas. Até agora as chateaçoes foram poucas e bestas, mas quando coisas pequenas e bestas vao acontecendo a todo momento, chega uma hora que junta tudo e explode. É uma merda estar "em casa" e se sentir como visita - e nem digo isso por mim, mas por Joana, que tem esse apartamento como uma conquista pessoal muito importante e que está tendo que aguentar mesquinharias e mau humor alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite estávamos vendo um filme de madrugada, logo depois que ela chegou em casa, e lá veio Antonio, das profundezas do lugar onde está o quarto dele, dizer que "sería genial" se a gente baixasse o som da TV. É aí que eu penso naquela coisa de que o que importa nao é o que voce diz, mas como voce diz, e Antonio veio com aquele tom irônico e de pai, ao mesmo tempo, o que foi extretamente irritante, sem contar que portas podem ser fechadas e a tolerância deve sempre prevalecer na vida... Nao que a TV nao estivesse alta (inclusive porque aqui no nosso apartamento só se pode ver a TV em volume alto por causa dos carros que passam e nao nos deixam ouvir nada), mas a forma como ele "chamou atençao" como se estivéssemos incomodando a paz dele äs 4 da manhá foi algo absolutamente chato e desagradável. Junta-se a isso a reclamaçao de nao trancarmos a porta de casa, de nao desligarmos o gás, de nao isso e nao aquilo, sendo que a maior parte das coisas nem faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é saber que, se fosse do contrário, se fôssemos nós a chamar atençao e reclamar, haveria uma lista gigante, interminável de reclamaçoes. Mas nao, a gente nao reclama que ele nao limpa a cozinha, mesmo depois de já termos limpado a sala e o banheiro, que era nossa parte. Nao reclamamos de ele nao comprar água e beber da nossa, sem nem pedir. Nao reclamamos de ele ser incapaz de descer com o lixo uma vez sequer, enfim, nao reclamamos de uma série de coisas porque, ao nosso ver, isso nao é necessário. O mínimo que se pede é que as pessoas tenham o mínimo de bom senso, só que isso parece ser pedir demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi a maior chateaçao e eu fiquei com pena de Joana, por ela ter ivestido tanto dinheiro e tanta energia na suposta paz que teria morando com apenas dois estranhos (considerando que ela já morou com seis estranhos ao mesmo tempo) e que nao conegue ter de forma alguma. Se sentir visita na própria casa, essa parte é a pior. E hoje tudo ficou mais chato, mais bizarro, todos estao mau humorados e as horas nao param de passar. De repente temos que nos tolerar e isso, pra falar a verdade, ninguém imaginava...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115446136525656929?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115446136525656929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115446136525656929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/08/compartir-pisos-y-vidas.html' title='Compartir pisos y vidas'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115437871977666726</id><published>2006-07-31T16:38:00.000-04:00</published><updated>2006-07-31T16:45:19.790-04:00</updated><title type='text'>Praias e novos ares...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois da depressao, o alívio! Nao que eu estivesse em depressao, pelo amor de deus, mas eu estava bem baixo astral nos últimos dias. Essa segunda 31 de julho fez duas semanas que cheguei aqui e, na moral, parece que já faz um mês. Pra quantidade de coisa que já vi, já fiz e já senti, nunca seriam só duas semanas. É assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, meu domingo dia 30 foi quase uma celebraçao. Joana nao pôde estar comigo, ela tem sempre que trabalhar e isso nos fode um pouco, entao quem está sendo mais meu anfitriao é Antonio, de quem já falei antes por aqui, meu companheiro de apartamento. No domingo de tarde ele me levou pra conhecer as praias de Barcelona. Eu nao sou muito de praia, mas peguei um biquini emprestado de Joana e fui, muito mais pela curiosidade. Afinal de contas, o fato de Barcelona ter mar me dá um alívio imenso, mas ainda nao tinha ido ver esse mar. Eu fui e passei um domingo delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro porque as praias de Barcelona sao bonitas, apesar de eles aqui nao gostarem, nem sei por que. As diferenças em relaçao äs praias de Salvador ou do Rio sao muito grandes e começam pelo agradável fato de as pessoas poderem ficar espalhadas pela areia sem precisar das barracas infernais que te obrigam a consumir pelo menos uma cerveja. A praia aqui me pareceu mais tranquila, apesar da grande quantidade de gente, talvez pela forma como as pessoas estavam dispostas, e isso me agradou. Como nao faz sentido ir à praia sem se jogar no mar, nao deu 20 minutos e lá estava eu, jogada no mar, um mar todo tranquilo, nada perto da agitaçao das praias de Salvador, em volta de um monte de gente bonita como quê. Como sempre, havia gente de todo lugar e é uma coisa a qual a gente acaba se habituando aqui em Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choque veio com a naturalidade com a qual praticamente todas as mulheres que estavam na praia faziam topless. É incrível, todas elas fazem e a quantidade de seios diferentes que ficam expostos na sua cara passa de constrangedor a totalmente sem graça. Engraçado que o topless dessa forma é meio que uma expressao da “liberdade” ou da “espontaneidade” das pessoas aqui em Barcelona, mas eu achei tao sem graça. Acho que uma das partes do corpo da mulher que sao mais bonitos sao os seios e que há toda uma aura em torno do fato de eles estarem sempre escondidos, de só se “revelarem” na intimidade de um casal, por exemplo. Pra mim os seios sempre tiveram essa aura e foi meio bizarro ver aquilo jogado fora por uma questao de espontaneidade ou o que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nao estou tirando fotos, encontrei essa na internet, que é simples, mas que dá pra ter uma idéia. Nao que a praia de Barcelona seja diferente das outras, muito menos pelo que se vê nessa foto, mas as pequenas diferenças sao agradáveis. Ainda mais porque as praias estao dispostas num lugar bonito da cidade, gostoso de estar, por onde andar e tudo mais. E isso me fez sentir bem, era algo que eu nao sentia mais tanto em Salvador, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra foto encontrei depois e também achei boa pra mostrar como sao as praias, apesar de que no dia que eu fui ela estava bem mais cheia. Claro, é verao, e a verdade é que nao vejo a hora de poder mudar a estaçao e eu ir visitar as praias sem que estejam entupidas de gente. Antonio disse que nao tem coisa melhor do que ir à praia de noite, ficar nas barraquinhas que estao armadas lá em cima na calçada, tomando uma cerveja e ficando de onda. Diz ele que vai me levar um dia pra fazer isso e eu nao vejo a hora. [Bom, as fotos nao subiram, depois eu tento.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a praia, Antonio me levou pra um passeio quase turístico pelos arredores. Foi me mostrando uma praia atrás da outra e depois fomos entrando nos bairros próximos, onde teve início um verdadeiro espetáculo pra mim. Me lembrava de algumas cenas de Albergue Espanhol, aquele povo andando por ruas em Barcelona que pareciam becos, todos escuros e vazios, e aquilo, por algum motivo misterioso, me encantou. Estava desesperadamente atrás dessas ruas, queria ter a sensaçao de estar lá e de repente me vejo no Bairro Gótico, um lugar LINDO de Barcelona e pelo qual eu estava morrendo pra conhecer, mas ainda nem sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas aquelas ruas, becos vazios e escuros, tudo estava ali. As ruas escondiam casas meio “pobres” e, mais frequentemente, botecos com comidas típicas daqui, uma variedade infinita de tapas, de deixar qualquer um louco. Eu tive uma vontade estranha de experimentar tudo, logo eu que sou meio chata com coisa de comida que nao conheço. Mas o clima daquele lugar mexeu comigo, tive vontade de ficar ali pra sempre, de entrar em cada rua e me aventurar por aquele labirinto. Sem contar que estava acompanhada por alguém que é claramente dado a aventuras e que lhe encanta as surpresinhas de Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num momento nós dois entramos num típico boteco, que aqui tem um nome que me esqueci. Achei o lugar tao aconchegante que tirei uma foto no celular de Joana, mas ainda nao sei como sacar as fotos de lá. Era um botequinho de nada, mas todo climático, uma coisa meio do século 16, sei lá. Quando sentamos lá tomamos uma cerveja e escolhemos umas tapas bacaninhas, um queijo bem forte, bem salgado, que comemos com pao. O lugar ainda tinha um som ambiente delicioso. Na hora da conta eu me assustei um pouco, mas passei tao bem que nem me importei tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso ficamos andando ainda mais pelo Bairro Gótico, conheci as praças importantes e as nao importantes, a praça onde está a prefeitura de Barcelona e um monte de pracinhas fechadas onde as pessoas se reuniam no chao pra conversar ou tomar uma enquanto grupos de artistas se apresentavam em troca de alguma moeda. Num dado momento eu me senti pela primeira vez “na Europa”, dentro daquela imagem que eu tinha da Europa, aquelas ruas, aquelas praças, aquela coisa toda cheia de cultura e segredos a descobrir. Aquilo me deu uma paz, uma felicidade... Eu estava feliz como uma menina pequena e senti tanta coisa boa que nem sei dizer. Tudo isso andando, desde a praia até as voltas pelo bairro, eu e Antonio fomos andando, sempre. Saímos de casa äs 14h e voltamos às 21h30, sempre andando. Chegamos em casa, tomamos banho e ainda fomos ver um filme. E depois fui dormir tao feliz. Taaaaaaao feliz...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115437871977666726?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115437871977666726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115437871977666726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/07/praias-e-novos-ares.html' title='Praias e novos ares...'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115420230739701792</id><published>2006-07-29T15:44:00.000-04:00</published><updated>2006-07-29T15:45:07.406-04:00</updated><title type='text'>Hablando en español...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A minha primeira angústia por estar num país estranho é a das mais óbvias (pelo menos pra mim). Eu nao consigo falar em espanhol. Eu penso em espanhol, eu falo sozinha, eu sempre tento construir as frases certas antes de falar, mas quando é pra falar, eu nao consigo, eu travo. Ainda que isso, na primeira semana, seja normal (segundo todo mundo), eu me sinto desajustada, principalmente quando eu simplesmente nao consigo me expressar. E nao falo de nao conseguir dizer frases, isso eu consigo depois de algum esforça e muita ajuda de Joana e Antonio, meu compañero de piso, mas de me expressar, de dizer como acho engraçado um caso que ele me conta, ou de dizer como achei linda e maravilhosa determinada cena de um filme que vemos juntos. Isso eu nunca poderia imaginar, isso nao se aprende em cursos de espanhol, com isso eu absolutamente nao sei lidar e chego a me deprimir, como nesses últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca achei espanhol fácil, muito pelo contrário, sempre soube que a sua aproximaçao com portugues só tornaria as coisas mais difíceis, mas nunca pensei que isso seria o desafio tamanho que está sendo. Nao tem nada pior do que estar conversando sobre cinema com Antonio e nao conseguir explicar pra ele como concordo ou discordo do que ele diz, ou entao como fazer isso, concordar ou discordar sem precisar dizer “estoy se acuerdo”, “comparto tu opinión”. Isso nao é expressao, é só dizer frases corretas, mas como dizer, “porra, que cena de fuder, na moral!!!”. Expressoes, bobagens que conhecemos só na nossa lingua, enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que tudo isso é uma questao de tempo e que vai passar, que logo vou aprender a me expressar de verdade em espanhol, mas agora isso me angustia de tal forma que tanto Joana como Antonio já sentem de longe. Tive momentos estressantes com os dois esses últimos dias, tudo pelo mesmo motivo, porque nao consigo falar em espanhol com Joana, porque me constranjo com tudo, porque nao consigo retribuir de forma adequada e merecida toda a ajuda, atençao e gentileza que Antonio dedica a mim, de graça, sem que eu precise pedir. Uma sensaçao estranha de impotência, de achar, nessa cidade onde tem gente de todo o mundo, todos conseguem se expressar nessa lingua que a todos é estranha, menos eu. Sim, é drama, é bobagem, mas é a minha bobagem, é algo que eu sinto profundamente, que sinto até esse momento e que nao vejo a hora de deixar de sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite passada eu liguei pra Iana, minha (grande e querida) amiga que chegou em Granada há quase um ano. Me lembrei das angústias dela, de como ela se sentia mal e sozinha. Liguei pra ela quase chorando, pedindo ajuda, pedindo ouvidos, e ela foi a única que pôde me entender por completo. Ainda que Joana me entenda porque ela passou pelo mesmo, ainda assim ela nao consegue entender que o meu processo tem diferenças em relacao ao processo dela. Antonio pior ainda, nao entende mesmo. E o pior de tudo é ver que, por mais simples que tudo isso seja, ninguém tem condiçoes de me entender. Acho que foi a primeira vez que me senti sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115420230739701792?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115420230739701792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115420230739701792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/07/hablando-en-espaol.html' title='Hablando en español...'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115420150078168113</id><published>2006-07-29T15:31:00.000-04:00</published><updated>2006-07-29T15:32:29.330-04:00</updated><title type='text'>Deslumbramento (é foda)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se tem uma coisa que me apavora por aquí é o deslumbramento. Parece que ir a Europa é sinônimo de achar que tudo aquí é melhor e mais bonito, mais tudo. Outro dia saí com Joana aqui pelo centro de Barcelona, fomos resolver coisas práticas da vida e acabamos dando de cara com o que se poderia chamar, guardadas as devidas proporçoes, de a avenida 7 de Salvador. Antes de chegarmos exatamente lá, Joana parou no meio da rua, de frente pra uma praça enorme e bonita, e perguntou se eu nao achava aquilo o máximo, as praças, as árvores, as fontes de água, as obras de Gaudí por todo lugar, enfim. Eu nao gostei muito daquela pergunta, principalmente porque, sim, eu achava bonito, cada cidade com a sua beleza, mas ela tinha um tom de deslumbramento que me incomodou. Barcelona é linda mesmo, mas pra mim é linda por coisas bem menores, como os becos vazios das ruas do centro, que sempre escondem lojas as mais interessantes e com preços mais interessantes ainda, pelas mesinhas dos cafés que se encontram em qualquer bairro que ficam do lado de fora, na calçada, dando uma sensaçao gostosa, nem sei explicar. As coisas megalomaníacas sao apenas megalomaníacas, nao enchem meus olhos como, por exemplo, o refrigerante infinito do Ikea ou a organizaçao do metro, coisas que enchem os olhos de alguém que viveu a vida toda na desorganizaçao de Salvador. Mas a onda com o deslumbramento é que agora, ainda mais, eu posso ver como cada cidade vive com suas belezas, é que muitas delas nada tem a ver com grandes obras e construçoes. Isso que me encanta, muito mais que as obras de Gaudí que, muitas vezes, nem me apetecem tanto. Barcelona me encanta por milhoes de coisas, mas nao sei, nao se sinto deslumbrada. Privilegiada, talvez, mas por motivos que, para alguns, seria bem difícil de entender.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115420150078168113?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115420150078168113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115420150078168113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/07/deslumbramento-foda.html' title='Deslumbramento (é foda)'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115410634397635744</id><published>2006-07-28T13:05:00.000-04:00</published><updated>2006-07-28T13:05:43.990-04:00</updated><title type='text'>Metrô (e a super civilizaçao) em Barcelona</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Metrô eu já tinha visto no Rio de Janeiro e em Sao Paulo. De metrô em Salvador já se fla há anos e já virou lenda, mas nunca pensei antes em como esse meio de transporte é algo perto do genial. Aqui em Barcelona tudo se move em funçao dos metrôs. Imagino que em Sao Paulo deve ser assim também, mas as pessoas lá ainda andam muito de ônibus, muito mais que aqui. Em Barcelona, para todo lugar voce pode ir de metrô e a estrutura interna é de fazer brilhar os olhos pela competência e pela organizaçao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro porque todas as estaçoes de metrô da cidade sao mais do que suficientemente auto-explicativas, o que faz da possibilidade de voce se perder quase nula. Segundo porque, em qualquer estaçao e em qualquer lugar da cidade há distribuiçao de um mapa com todas as linhas de metrô, o que facilita bastante a vida. Todas as vezes que saí sozinha eu nao me perdi, bastou saber em qual estaçao eu tinha que saltar e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também pra achar um endereço aqui é a maior facilidade, as ruas e números sáo organizados e as pessoas sempre sabem informar tudo direitinho. A cidade é gigante, mas tudo passível de ser encontrado com facilidade. Até hoje, pra qualquer lugar que eu fui, nao me perdi uma vez, só me equivoquei de direçao – e meu senso de direçao sempre foi uma merda, anyway!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao metrô, as estaçoes ainda mostram um cronometro que avisa quantos minutos faltam pro metrô chegar. Achei isso sensacional, lembrei logo da angústia que é esperar um önibus na rua e nao saber quando ele vai – e se vai – chegar. Os metrôs nao tardam mais que seis minutos, o que nao é nada pra quem está acostumado a esperar até 40 minutos por um ônibus, mas o fato de um metrô, em geral, chegar em 2 minutos, faz 6 minutos parecerem meia hora, o que é bem excêntrico. Com pouco mais de uma semana aqui eu já fico impaciente quando chego na estaçao e o cronômetro diz que ainda faltam 4 minutos e meio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a quantidade enorme de estaçoes de metrô, obviamente há uma diversidade enorme entre elas. Umas sao a figura do caos, outras sao pequenas e práticas, outras sao gigantes e confusas, outras têm um lugar reservado para músicos que se apresentam em troca de moedas (aquilo que aparece em Terra Estrangeira, do Walter Salles, nunca esqueci porque tinha achado massa) etc etc etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra qualquer pessoa que vem aqui o metrô se torna parte essencial da vida. Muitas vezes me vejo nas estaçoes ou dentro do metrô ouvindo música, de olho no trajeto, vendo as pessoas entrando e saindo toda hora, gente de todo o mundo, fazendo e falando um monte de coisas nos mais diversos dias e horários. E tudo isso sempre muito rápido, o que é outra onda do metrô. A rapidez, voce chega logo onde voce quer, as estaçoes estao em pontos estratégicos, ônibus é mais pra quem tem preguiça de andar ou pra voltar pra casa depois da meia noite, o que é outro privilégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nunca na minha vida eu me incomodei com o fato de andar de ônibus, agoira a noçao de transporte público coletivo me faz gostar ainda mais dessa condiçao. Quem precisa de carro quando o metrô te deixa em qualquer lugar que voce quiser? Quem precisa de carro quando os ônibus (limpinhos e absolutamente confortáveis) circulam toda a noite? Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último ainda tem a noçao de educaçao nas estaçoes de metrô e nos pontos de ônibus. Aqui todo mundo deixa vc sair primeiro do metrô pra depois entrar. Se alguém perde o metrô, perdeu, já era, nunca vi ninguém se desesperando ou xingando por causa disso. Se você vai subir a escada rolante e quer subir normal, esperar que ela te leve lá em cima, voce tem que encostar do lado direito para deixar o caminho livre pras pessoas que estao com pressa. E todo mundo respeita isso. Nos pontos de onibus, o motorista é incapaz de parar antes ou depois. E sempre um de cada vez. Se tiverem 10 ônibus enfileirados, só pára um de cada vez, nao interessa. E ninguém pede pros motoristas fazerem diferente. Porra, tanta “civilizaçao” chega a assustar, ainda mais porque em Salvador os motoristas vao na brodagem, abrem a porta no sinal, se a gente grita eles param... Tudo bem que nao é certo, mas é massa, né? Enfim...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115410634397635744?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115410634397635744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115410634397635744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/07/metr-e-super-civilizaao-em-barcelona.html' title='Metrô (e a super civilizaçao) em Barcelona'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115384614767130337</id><published>2006-07-25T12:36:00.000-04:00</published><updated>2006-07-25T12:49:07.753-04:00</updated><title type='text'>Ikea e o refrigerante infinito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tem um monte de coisa louca em Barcelona.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro dia saí com Joana pra comprarmos coisas de casa, móveis, essas coisas, porque ainda estamos montando nossa casa - que, por sinal, é a coisa mais linda! Fomos numa loja que chama Ikea, invençao de uns suecos que pensaram em abrir uma loja de móveis tipo Insinuante que vendesse móveis baratos e fáceis de montar. Isso sendo que os móveis e tudo que se vende lá é fabricado só pra lá, ou seja, voce nao vai encontrar esses móveis em outro lugar e muito menos por esse preço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu comecei a me assustar quando vi que havia coisas como poltronas e armários entre 10 e 15 euros. A quantidade de coisas que se pode comprar por 10 euros, por exemplo, é absurda, assim que, com 100 euros, voce dá um gás na sua casa sem problema nenhum! O Ikea deixa qualquer um tonto lá dentro (a loja é enorme) e, no meu caso, impressionado. Aquele velho papo de que tudo nas grandes cidades européias é caro vai pro lixo quando eu entro numa loja como o Ikea, numa cidade como Barcelona, e vejo que posso comprar móveis com míseros 15 euros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais assustador ainda foi quando eu e Jo paramos pra fazer um lanchinho básico na lanchonete do Ikea. Pedimos um sorvetinho, ela um café e eu um refrigerante. Daí a mulher deu uma bandeija pra gente com duas casquinhas vazias, um copo de refri vazio e o copo de café também vazio. Massa, a gente que se serve, beleza. Mas nao por isso... Simplesmente voce paga pelo copo (cinquenta centavos de euro) do refrigerante e pode encher ele de novo quantas vezes voce quiser. Eu fiquei tao assustada com isso! Mais assustada ainda porque, pra eles aqui em Barcelona, isso nao é nada. Imaginei que, se fosse no Brasil, porra.... Uma família ia comprar um copo só pra todo mundo ou entao a galera ia fazer uma fila da porra, pra beber até morrer só porque é de graça. É foda, mas é precisamente isso que acontece. Aqui ninguém tem essa onda com o que é de graça, e eu observei isso muito mais nos dias seguintes. Parece que eles têm tudo e que nada pra eles é absurdo ou impressionante - e eu realmente nao sei direito o que acho disso. Por um lado é fruto de uma educaçao completamente diferente da nossa no Brasil, mas por outro existe algo aí de arrogante, de superior, nao sei dizer direito, mas que alguns gostam de elogiar, de dizer "olha como eles sao educados e nós somos animais"!! Eu nao senti isso, eu realmente sei que no Brasil o comportamento das pessoas seria diferente, mas eu, mesmo impressionada, nao bebi mais de dois copos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anyway, a "experiência Ikea" foi bacana nesses vários sentidos, principalmente por eu ter começado a perceber quanto mesmo é que vale o euro, essa moeda absurdamente cara que coloca o real no bolso sem pena. Quando penso que vou ganhar dinheiro em euro, chega a ser estranho, principalmente porque nada disso ainda faz muito sentido pra mim. Mas, porra, uma poltrona de sala por 15 euros... Seria por 45 reais, ainda assim é barato!! Affff.....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115384614767130337?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115384614767130337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115384614767130337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/07/ikea-e-o-refrigerante-infinito.html' title='Ikea e o refrigerante infinito'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115384371517810424</id><published>2006-07-25T12:07:00.000-04:00</published><updated>2006-07-25T12:08:35.193-04:00</updated><title type='text'>Porque Barcelona... (I can't tell)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fazia algum tempo na minha vida que eu nem podia dizer que andava de aviao. Viagem era de onibus e olhe lá! De uns tempos para cá e cada vez mais, os aeroportos começaram a fazer parte da minha vida das formas mais intrigantes e dessa vez de forma decisiva. Estar no aeroporto de Salvador no embarque internacional foi algo um tanto assustador e novo, sempre novo. As novidades vinham o tempo todo, desde a fila pra passar pelo controle da polícia até o aviao que eu peguei que era todo gigante. E do aeroporto de Salvador pro de Madrid, oito horas depois, foi ainda mais assustador, sendo que no de Barcelona foi tudo bem mais tranquilo, como se eu estivesse mais em casa. E é como me sinto aqui, afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aeroporto de Madrid me assustou e me traumatizou. Se eu achava que tudo em Sao Paulo, por exemplo, era gigante, em Madrid nem tem comparaçao. O aeroporto é tao absurdamente grande que eu me perdi, quase perco o vôo porque nao encontrava a droga do portao de embarque. Os portoes aqui sao uma loucura, cada um deles tem umas cinquenta entradas, eh muito bizarro. Andei quase meia hora atrás de um desses portoes, e isso com uma droga de uma bagagem de mao que nao dava pra suportar sozinha o peso. No caminho eu perdi meu cartao de embarque, morri de suor, tive que tirar o cinto porque ele fazia a parada lá de segurança apitar, enfim... Eu quis morrer naquele aeroporto e nem as cadeiras eram confortáveis pra sentar como as do aeroporto do Galeao no Rio de Janeiro, onde nem me importei de dormir a noite toda uma vez. Aquilo tudo gigante e megalomaníaco, sem contar o calor ABSURDO, digno dos piores dias de Salvador, tudo isso me estressou e me deixou cansada. Pensei que merda mais que podia acontecer, sei lá, detestei aquilo, detestei pensar que talvez eu fosse parar num lugar onde tudo é louco e estressante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou que, no aviao de Madrid a Barcelona, meu coraçao começou a se acalmar, hehehehe. Primeiro porque uma mulher lá mesmo de Barcelona estava do meu lado, voltando de férias de Cuba, e foi super simpática comigo. Falei pra ela minha dificuldades pra conversar, mas que eu podia entender o que ela dizia. Acostumados como eles devem ser com um monte de turistas por aqui que nao falam a lingua deles, ela me tratou bem, foi paciente, nao se importava de me explicar tudo o que eu perguntava. E ela também perguntava um monte do Brasil, o que depois vi ser uma coisa recorrente aqui, o monte de perguntas e curiosidade das pessoas sobre o Brasil. Depois disso e do vôo de só uma hora, me senti melhor, senti que tudo poderia ser mais tranquilo e sereno do que eu tinha medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aeroporto de Barcelona, tudo diferente. Muita, MUITA gente, de todo lugar, falando todas as linguas, se fazendo quase as mesmas perguntas. A coisa da solidao dos aeroportos me bateu muito mais forte, principalmente porque ali eu vi que estavam todos perdidos mesmo, assim como eu. Fiquei muito tempo por lá esperando Joana vir me pegar, e deu pra observar um monte de coisas desse tipo. Mas a medida que o tempo ia passando e as pessoas iam deixando o aeroporto, que as lojas iam fechando e os funcionários iam pra casa, o lugar ia tomando um ar meio melancólico. As pessoas deitadas no chao ou nas cadeiras nada confortáveis, esperando sabe-se lá o que. A música ambiente que tornava tudo bem mais “climático”, sei lá. Aquela música ambiente eu nao consigo esquecer, principalmente porque nao consigo descrever o que ela me causou ali naquela hora. Mas eu me senti tranquila, quieta. Olhava pra fora do aeroporto através das portas de vidro transparentes e imaginava o que Barcelona estava guardando pra me mostrar... E tudo o que eu pensava é que dali pra fora tudo era, apesar de grandioso e megalomaníaco, encantador, e que eu tinha, sim, feito a melhor escolha pra esse momento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115384371517810424?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115384371517810424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115384371517810424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/07/porque-barcelona-i-cant-tell.html' title='Porque Barcelona... (I can&apos;t tell)'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-115199070030101382</id><published>2006-07-04T01:13:00.000-04:00</published><updated>2006-07-04T01:25:00.316-04:00</updated><title type='text'>No one knows (anyway)</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1634/434/320/sem%20t%3F%3Ftulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O aeroporto é mesmo um lugar intrigante. Pra mim é cada vez mais triste. As lágrimas que correm por lá são cada vez mais um mistério. Nunca sei se os abraços são de boas vindas ou daqueles mais tristes, os abraços de despedida. Fico me perguntando se de longe as pessoas sentem o peso desse abraço, se conseguem imaginar as palavras que são ditas bem baixinho, bem pequenas nos ouvidos. Tudo é frágil e, em poucos minutos, alguém vai embora sozinho, na clássica solidão dos portões de embarque. É possível se imaginar , escrever ou cantar sobre essa imagem, mas só quem está lá pode saber. E quando o aeroporto se transforma em mais um episódio do ordinário, quando as pessoas que se recebem e se despedem não passam de vultos inertes e repetitivos, quando os bares, restaurantes e lanchonetes são só uma desculpa, daí cada vez mais aqueles que vão embora estão sós, e choram suas lágrimas quentes que ninguém tem condições de entender. Os que partem choram o seu choro mais doído de toda a vida, porque toda a vida agora é a primeira experiência da incerteza. E a solidão dessa incerteza é tão íntima que, depois de muito tempo, é possível perceber como são solitárias as pessoas. As lágrimas, o medo, os gritos que imploram para viver, as lembranças de tudo o que já foi, a solidão dos portões, a frieza do caminho até o avião, nada disso pode ser verdadeiramente compartilhado. Pode-se falar, tentar, esboçar, mas a dor é sua. E não é só dor, é aquele monte de coisas que você não tem como explicar. E as pessoas têm pressa. Elas não estão sentindo, elas nem querem sentir. E é quando você vê que não tem saída pra essa solidão tão íntima e tão estranha. E enquanto não passa, você sente frio sentado no chão, tentando não se deixar levar pela correria, pela ansiedade, pelos atrasos, pela vaidade, pelos avisos de voz, pelas vozes impacientes, pelo tempo que não passa, escondendo de si mesmo a vontade de encontrar um abraço mais quente e confortável quando finalmente desembarcar na primeira parada do seu destino.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-115199070030101382?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115199070030101382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/115199070030101382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/07/no-one-knows-anyway.html' title='No one knows (anyway)'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-114807308590949418</id><published>2006-05-19T17:05:00.000-04:00</published><updated>2006-05-19T17:15:37.576-04:00</updated><title type='text'>Paris, Je T'aime</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1634/434/1600/king_for_this_day.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 188px" height="171" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1634/434/320/king_for_this_day.jpg" width="270" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Posso massagear seus pés?&lt;br /&gt;- Por que eu lhe deixaria fazer isso?&lt;br /&gt;- Porque estão doendo. Você passou a noite inteira correndo de um lado a outro nos meus sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-114807308590949418?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/114807308590949418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/114807308590949418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/05/paris-je-taime.html' title='Paris, Je T&apos;aime'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-114766597372128320</id><published>2006-05-14T23:25:00.000-04:00</published><updated>2006-05-15T00:08:20.393-04:00</updated><title type='text'>Learning how to fall</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1634/434/1600/halsey.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1634/434/320/halsey.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que o melhor mesmo é não dizer nada, apesar de você saber como é difícil esconder as palavras.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que leva um certo tempo até poder dizer toda e qualquer palavra sem se policiar - não por medo ou precaução, mas por falta de confiança e cumplicidade.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que é melhor aceitar que não se conhece quem se pensa (e se quer) conhecer - e que é sempre melhor assim.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que não importa o quanto você ame alguém, só você vai saber respeitar isso do jeito que deseja.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que não importa quem tenha a razão, tampouco que pede desculpas primeiro - vai continuar doendo do mesmo jeito.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que às vezes o melhor é se calar e se esconder porque não há amparo diante do que dói e te constrange.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que arrependimento é algo muito mais difícil e, por sua vez, valioso quando ninguém nunca fica sabendo.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que não há mal em se encolher na cama e chorar como uma criança, mesmo que ninguém te ouça.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que não importa o erro, mas somente as possibilidades e a vontade de se esquivar deles.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que você, e só você, vai estar ao seu lado, não importa em que situação.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende a pedir perdão sem se humilhar.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende a deixar a tristeza te levar porque você sabe que não há nada melhor que acordar todos os novos dias.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que nada no mundo dói mais que a trsiteza, e que só você tem controle sobre ela.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que mesmo amando alguém incondicionalmente, nem você mesmo é capaz de se amar como é.&lt;br /&gt;Uma hora você aprende que todos somos lindos nas nossas imperfeições - e que muita coisa ainda está por vir. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;I taught you how to feel, why do you feel numb?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;They taught us how to feel, but we just feel numb&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;She falls apart in the avalanche&lt;br /&gt;Fades out like a dance&lt;br /&gt;Crawls back into bed&lt;br /&gt;When it's over&lt;br /&gt;When it's over &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;When it's over&lt;br /&gt;[And it's over]&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;"Avalanche", Ryan Adams.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-114766597372128320?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/114766597372128320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/114766597372128320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/05/learning-how-to-fall.html' title='Learning how to fall'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-114688029819231942</id><published>2006-05-05T21:36:00.000-04:00</published><updated>2006-05-05T21:51:38.206-04:00</updated><title type='text'>Just like this</title><content type='html'>Ele já tinha até esquecido. Quer dizer, não que tivesse esquecido completamente (algumas coisas simplesmente não desgrudam de você), mas já tinha se distraído a ponto de não mais pensar, sequer se preocupar. Tava só fumando um cigarro na janela, pensando em tudo o que tinha de resolver nas próximas três horas. Mas do nada o telefone toca aquele toque intolerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele atende logo, pra acabar com isso. Mas era ela. O coração bate forte mais de susto que de emoção - como se estivesse ouvindo a voz de uma alma penada. Vontade de desligar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... eu não queria falar com você. Desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa, eu tô de saída.&lt;br /&gt;- Quando a gente pode se ver?&lt;br /&gt;- A gente não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desligou. Ele não queria mesmo falar com ela. Já quis tanto antes, quis tantas outras coisas. Mas às vezes demora pra se ter o que se precisa. E ele viu que precisava de tanto, mas tão pouco do que ela poderia lhe dar. Ele sabe, mas dói. Uma dor de alívio. O alívio nada mais é do que esse monte de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais alguns minutos até o coração parar de incomodar.&lt;br /&gt;É só esperar e&lt;br /&gt;acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1634/434/320/ill_remember_you_this_way.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-114688029819231942?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/114688029819231942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/114688029819231942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/05/just-like-this.html' title='Just like this'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-114628217939119945</id><published>2006-04-28T23:22:00.000-04:00</published><updated>2006-04-28T23:48:54.066-04:00</updated><title type='text'>Stopping it all before it even started...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Existem algumas sensações das quais eu sempre, sempre fugi, durante todos os anos da minha vida. Uma delas é a sensação estranha de conseguir dizer (ou fazer) aquilo que não se quer, mas que se sabe ser certo. Não sei bem explicar a razão de, por tanto tempo, ter me esquivado de sentir isso. Talvez porque eu sempre preferi fazer o que queria, acreditando ser essa uma sensação melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber? A sensação é melhor. Fazer o que é certo é tão... certinho. E estou definitivamente numa fase não-certinha da minha vida. Mas a sensação de fazer a coisa certa é esquisita mesmo. Como se você devesse ter feito sempre aquilo na sua vida inteira, porque tudo soa bem demais! É um alívio. Mas um alívio bizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que dizer, não teve jeito. Teria jeito pra mim, sozinha, mas como envolve outra pessoa... Alguém que gosto tanto e tão absurdamente, alguém por quem eu daria tudo pra ir embora comigo e arriscar todos os perigos de uma vida fora da minha casa, alguém que me tomou pra si de forma tão... sei lá, não deve ter um nome pra isso. E, de repente, eu vi que eu tinha que dizer o que era certo, o que era prudente. Que coisa mais estúpida ser prudente!! Mas essa sensação... Não sei se é isso que vai me fazer dormir bem essa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu praticamente disse que não queria o que eu mais quero nesse momento. É incrível como se pode ser medroso nesse mundo. Mas também é incrivel como é difícil ter toda a corgaem do mundo sem se sustentar em ninguém. É esquisito demais pra que se possa entender assim, do nada. Assim sem umas boas latas de cerveja e uma noite inteira sem dançar. I'll fix that.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Nothing was saving our day&lt;br /&gt;There was nothing to say,&lt;br /&gt;But you said something anyway&lt;br /&gt;Claiming I stepped out of line&lt;br /&gt;Which forced you to leave me,&lt;br /&gt;As if that idea was mine.&lt;br /&gt;Oh, you stupid thing&lt;br /&gt;Speaking of course as your dear departed&lt;br /&gt;Oh, you stupid thing&lt;br /&gt;It wasn’t me that you outsmarted&lt;br /&gt;Oh, you stupid thing&lt;br /&gt;Stopping it all before it even started.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;I bet you knew it would come&lt;br /&gt;That’s just like you to sit back&lt;br /&gt;And just play it dumb&lt;br /&gt;One word of warning would help&lt;br /&gt;But that sacrifice was made&lt;br /&gt;Trying to save yourself&lt;br /&gt;Oh, you stupid thing&lt;br /&gt;Speaking of course as your dear departed&lt;br /&gt;Oh, you stupid thing&lt;br /&gt;It wasn’t me that you outsmarted&lt;br /&gt;Oh, you stupid thing&lt;br /&gt;Stopping it all before it even started.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Maybe that’s just how I am&lt;br /&gt;To fall where I stand,&lt;br /&gt;or i’m weak for that kind of man&lt;br /&gt;One who looks helpless and brave&lt;br /&gt;But you turned into a coward&lt;br /&gt;I don’t care for the parts you saved.&lt;br /&gt;You stupid thing&lt;br /&gt;Speaking of course as your dear departed&lt;br /&gt;Oh, you stupid thing&lt;br /&gt;It wasn’t me that you outsmarted&lt;br /&gt;Oh, you stupid thing... &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1634/434/320/diemonkeytwigboy.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Song by Aimee Man, "Stupid Thing".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Drawn by Kurt Halsey.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-114628217939119945?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/114628217939119945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/114628217939119945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/04/stopping-it-all-before-it-even-started.html' title='Stopping it all before it even started...'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-114563794018921066</id><published>2006-04-21T12:44:00.000-04:00</published><updated>2006-04-21T12:45:40.216-04:00</updated><title type='text'>..: O tempo destrói tudo :..</title><content type='html'>Decidi, quase do nada, apagar quase tudo do meu orkut. Scraps, depoimentos, tudo o que deu. Engraçado que eu resisti tanto tempo pra fazer isso, como se eu fosse perder coisas importantes, coisas legais que as pessoas me disseram um dia. Mas aí me lembrei como costumava não ligar pra isso, como simplesmente jogava fora coisas que passavam ou acabavam, das mais diferentes formas. Já joguei quilos e quilos de cartas que um dia me deram, há muitos anos, e até hoje isso não me dói como achei que poderia doer. I’m that cold!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com medo de me arrepender, de esquecer do que as pessoas disseram de bonitinho pra mim naquela hora. Mas eu aprendi uma coisa legal (com uma pessoa nem tão legal assim) – as coisas valem bem no momento em que são feitas ou ditas. E se aquilo significou alguma coisa pra você naquela hora, você não vai esquecer, independente de ter algo físico, material, que te faça lembrar da existência do que houve. Não importa, você não vai esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim, eu nunca esqueci dessas coisas que joguei fora, das cartas que as pessoas me deram, do que elas disseram, do que elas quiseram dizer, do que eu senti na hora, do que eu passei a sentir. Não esqueci nada. Aliás esqueci, sim, esqueci de algumas coisas que, com o tempo, fui percebendo. No fim das contas, coisas sem importância e para as quais eu havia dado importância um dia na vida. É engraçado porque parece que nem sou eu que faço essa escolha. E se sou eu ou não, a verdade é que não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi isso, foi assim que apaguei tudo do orkut. É bom vê-lo assim, sem nada, sem scraps, sem depoimentos, sem muitas cores, sem muita coisa pra ver. Apaguei também umas pessoas da lista, pessoas com as quais eu não sei que não vou ter contato mais tarde, pessoas com as quais eu não vou ter mais nenhum tipo de relação. Besteira. Tomara que elas não liguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O orkut é um troço legal, eu sempre gostei, desde que entrei, mas chega uma hora que alguma coisa tem que mudar. Assim como o cabelo. Eu passo mal se ficar com o mesmo cabelo o tempo inteiro. Me sinto melhor assim. O tempo destrói tudo, anyway.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-114563794018921066?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/114563794018921066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/114563794018921066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2006/04/o-tempo-destri-tudo.html' title='..: O tempo destrói tudo :..'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-113261617552131448</id><published>2005-11-21T19:27:00.000-04:00</published><updated>2005-11-21T19:36:15.536-04:00</updated><title type='text'>Preguiça...</title><content type='html'>Existem coisas que eu, com meus míseros 20 anos, não estou mais disposta a entender. Ao mesmo tempo em que admiro e que me instiga a diferença entre o que as pessoas são, fazem e sentem, também me angustia e me deixa com preguiça. A verdade é que queria tirar uma boa folga do mundo e das pessoas, queria olhar pra todo mundo do mesmo jeito e deixá-las pra lá quando eu quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho muita preguiça de gostar das pessoas, de respeitá-las em suas peculiaridades, de entendê-las em suas crises, de aceitá-las em suas escolhas. Tenho preguiça de ser uma pessoa melhor, de tentar deixar que cheguem perto sem auto-policiamento. Tenho preguiça de me defender de pré-julgamentos, porque sei que são eles que sobrevivem no final, muito mais fortes do que eu. Tenho muita preguiça de encontrar as pessoas e respostas certas, porque o que eu mais quero é esquecer que devo à mim mesma encontrar isso que busco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu sinto hoje é essa preguiça de viver melhor comigo e com as pessoas, talvez porque eu me sinta melhor comigo e comigo mesma. Não vejo a hora de chegar o mês de março e eu me mandar pra outro continente, ou mundo que será só meu, outro espaço para que eu talvez comece a ver o mundo de novo, comece a olhar pras pessoas de novo. Mas agora é tudo tão chato e monótono. Os problemas alheios, que nunca são meus, as crises dos outros, as tentativas em vão dos outros, as crises que querem me dar pra carregar e que eu me recuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que preguiça, meu deus!! Que preguiça até de olhar pra mim mesma. Já olhei tanto e ninguém nem percebeu. Agora é minha vez de virar as costas e ficar quietinha no meu canto, com meus livros, meus filmes e minhas músicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-113261617552131448?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/113261617552131448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/113261617552131448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/11/preguia.html' title='Preguiça...'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-112369680852211092</id><published>2005-08-10T13:58:00.000-04:00</published><updated>2005-08-10T14:53:12.140-04:00</updated><title type='text'>La primera e imperfecta</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1634/434/1600/fiona%20cut22.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1634/434/320/fiona%20cut22.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Yo no soy la princesa, la chica de tus sueños&lt;br /&gt;No soy así guapa, toda arreglada, que habla las cosas ciertas en las horas ciertas&lt;br /&gt;Yo soy la niña malvada de la historia&lt;br /&gt;Yo miento, soy cínica, envidiosa y celosa&lt;br /&gt;Yo no soy linda y esplendorosa&lt;br /&gt;Yo hablo lo que quiero y lo hago muy alto&lt;br /&gt;Para algunas cosas yo soy hasta muy normal para tus deseos&lt;br /&gt;Pero yo soy la niña mala y siempre lo fui&lt;br /&gt;La diferente, más amada, más odiada&lt;br /&gt;Yo no fui hecha para que me ames&lt;br /&gt;Aquí estoy sólo para causar esa confusión&lt;br /&gt;Yo no soy la niña de tus sueños y jamás sería&lt;br /&gt;Soy imperfecta y terrible en mi imperfección&lt;br /&gt;Soy un error porque estuve contigo esos años&lt;br /&gt;Y, errada que soy, me pongo correcta contigo&lt;br /&gt;Somos un error juntos, un gran error, pero a nosotros siempre nos ha gustado así&lt;br /&gt;Un gran error juntos y siempre&lt;br /&gt;Y en ese mundo donde estoy yo aquí y tu ahí&lt;br /&gt;Lo extraordinario no más existe&lt;br /&gt;Sólo tu y tus cosas ordinarias de la vida&lt;br /&gt;Tus colores, tus gustos y tus otras mujeres&lt;br /&gt;Yo sigo normal pero siempre mala&lt;br /&gt;Porque mala me quiso todos esos años&lt;br /&gt;Porque mala soy para ti y para todos&lt;br /&gt;Y todavía es así que me amas como a ninguna otra&lt;br /&gt;Todavía así yo fui (y soy) el primer gran amor de tu vida&lt;br /&gt;Y yo siempre seré la primera dentro de ti&lt;br /&gt;La primera ex, lo primer sex, los primeros besos y olores – para siempre&lt;br /&gt;Yo soy la niña mala, mentirosa e imperfecta&lt;br /&gt;Y tú jamás vas a amar a nadie como me has amado un día&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-112369680852211092?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/112369680852211092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/112369680852211092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/08/la-primera-e-imperfecta.html' title='La primera e imperfecta'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-112316650484611891</id><published>2005-08-04T10:34:00.000-04:00</published><updated>2005-08-04T10:41:44.846-04:00</updated><title type='text'>O Orkut tem umas coisas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já tem mais de um ano que eu entrei no orkut e acho engraçadão quando vejo alguém entrando lá agora, descobrindo aquelas mesmas velhas coisas agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ultimamente tenho encontrado pessoas que, de início, nunca imaginei que entrariam no orkut. Algumas foram surpresas boas, outras trouxeram de volta alguns fantasmas, outras foram bem engraçadas. Mas anda rolando uma papagaiada tão grande em alguns casos, que chega a ser constrangedor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Duas coisas andam me constrangendo um pouco no orkut. Uma são os casais que se esforçam horrores para mostrar como se amam e são felizes. Privacidade zero, romantismo piegas da porra, tudo bem aos piores moldes da breguice. Sem contar que os prazeres e a delícia do namoro é o fato de ninguém saber de nada a não ser as partes interessadas. Sim, as pessoas podem saber que eu namoro, mas daía saber o que eu faço e aonde? Aí, não, né?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outra coisa é como o orkut e até o msn estão substituindo as relações normais que existiam antes. Eu estou sendo parte disso o tempo todo. Muitas pessoas que eu reencontro no orkut, sei que dificilmente vou ver pessoalmente, mas o fato de tê-las na minha lista de amigos me dá mais segurança. Ela está ali, perto, de qualquer forma. Mas às vezes eu tenho uma vontade de ver, de conversar, sem ser através de mensagens, scraps. É foda. Esse mundo virtual tira onda de que aproxima as pessoas, mas na verdade ele separa cada vez mais. Eu, hein.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-112316650484611891?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/112316650484611891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/112316650484611891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/08/o-orkut-tem-umas-coisas.html' title='O Orkut tem umas coisas...'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-112316489064064507</id><published>2005-08-04T09:53:00.000-04:00</published><updated>2005-08-04T10:30:31.123-04:00</updated><title type='text'>Tem muita gente nojenta no mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;É foda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;Em todas as vezes que o trabalho está metido na relação entre as pessoas, o que aparece de coisa nojenta é impressionante. E talvez por isso vá ser muito difícil de eu conseguir me adequar a certas coisas. Como, por exemplo, estar subordinada a um chefe que não sabe metade do que eu sei, que não tem metade da capacidade que eu tenho e para o qual o fato de mandar é o que importa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;E muitos me dizem que isso é normal, que sempre antes de ser "bem-sucedido" a gente passa por certas coisas, mas o fato é que não!, eu não quero passar por certas coisas e enquanto eu puder escolher e evitar, vou mandar todo mundo pro inferno, não vou me submeter a nada que me imponham dessa forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;Trabalhar na GPW foi muito bom até eu perceber que o que eles menos se importam é com o seu bom trabalho. Alugar filme de graça e conhecer pessoas que até hoje me encantam foi o que houve de bom. De resto, só vejo aquele lugar ruir e sou muito, muito grata por ter saído antes da tempestade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;E no Cineinsite, alguma coisa que poderia mudar todos os meus planos, jornalismo cultural, ver todos os filmes do mundo de graça, nada disso serve de nada quando eu sou obrigada a trabalhar com algém que não entende nada do que faz. E, pior, esse alguém manda, dá ordens, é o chefe, diz o que está certo e o que está errado. Mas como pode alguém que não tem noção do que é certo ou errado dar a palavra final? São coisas que eu nem entendo e nem aceito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;E com tanta gente nojenta, que pisa nos outros pra ganhar posições que acham melhores, com tanta gente nojenta e acha que eu devo agradecer por estar trabalhando no Jornal A Tarde (ooohhh) mesmo ganhando míseros 300 reais, em meio a tudo isso eu prefiro voltar aos meus planos anteriores, onde depender de coisas como essas é apenas a última das hipóteses. E olhe lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-112316489064064507?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/112316489064064507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/112316489064064507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/08/tem-muita-gente-nojenta-no-mundo.html' title='Tem muita gente nojenta no mundo'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111671250154362568</id><published>2005-05-21T17:51:00.000-04:00</published><updated>2005-05-21T17:55:01.546-04:00</updated><title type='text'>Grateful</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: georgia;"&gt;Às vezes, como hoje, é bom esquecer um pouco a arrogância e agradecer a quem está me ensinando tanta coisa e de forma tão doce. Admitir que nessa vida a gente tem um monte de coisas pra aprender, e em todos os lugares, todos os momentos. Que o aprendizado é algo tão ordinário que ronda o tempo inteiro, tentando derrubar o monte de ignorância que reside em nós. Hoje eu tô me sentindo assim, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0); font-family: georgia;"&gt;grateful&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: georgia;"&gt;, com motivos pouco claros. Mas é um sentimento forte, que chegou a me deixar um pouco exausta. Não quero ficar com ele só pra mim. Estou muito contente com isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111671250154362568?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111671250154362568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111671250154362568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/05/grateful.html' title='Grateful'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111629119205017074</id><published>2005-05-16T20:35:00.000-04:00</published><updated>2005-05-16T20:53:12.063-04:00</updated><title type='text'>Um Truffaut que me desconcerta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem momentos nos quais o meu detestável professor de Estética fala coisas muito legais. Na aula de hoje ele falava sobre algumas obras que nos são sublimes. E que o sublime é alguma coisa tão pessoal, interna e intensa, que é praticamente impossível que se explique. E então ele disse: "pense no seu cineasta preferido; sempre vai haver aquele filme dele que mexe tanto com você, que te desconcerta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achei essa palavra tão apropriada. Desconcerto. E é bem verdade que um filme como "Os Incompreendidos" me desconcerta. O personagem de Antoine Doinel pequeno, a idéia da projeção do próprio Truffaut nele, o encantamento que cada um me causa de diversas formas... O preto e branco do filme, o charme dos diálogos em francês, a seqüência final que é sublime!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o Truffaut que me desconcerta, que me deixa boba, que me faz amar o cinema de tal forma que não consigo dizer, que me faz querer pensar nas minhas cenas, meus planos, minhas seqüências, que me faz ir atrás de fazer isso que eu escolhi pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/Paris/Metro/9384/films/jules_and_jim/truffaut_moreau.jpg" /&gt;&lt;/code&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111629119205017074?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111629119205017074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111629119205017074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/05/um-truffaut-que-me-desconcerta.html' title='Um Truffaut que me desconcerta'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111629011745516528</id><published>2005-05-16T20:30:00.000-04:00</published><updated>2005-05-16T20:35:17.463-04:00</updated><title type='text'>Perversão e opressão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São duas palavras que eu detesto. Elas estão sempre em frases que fazem parte de discursos odiosos de esquerdistas chatos, muito chatos. E toda vez que algum deles fala, mais cedo ou mais tarde uma dessas palavras aparece, sempre num tom muito afetado - e eu não tenho mais a menor paciência pra essas coisas. É incrível que tanta gente ainda fala coisas assim, ainda mais na intenção de convencer quem ouve de que são coerentes. Houve um tempo que eu tolerava e respeitava isso. Nem me lembro mais que tempo foi esse.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111629011745516528?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111629011745516528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111629011745516528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/05/perverso-e-opresso.html' title='Perversão e opressão'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111548001699806098</id><published>2005-05-07T11:24:00.000-04:00</published><updated>2005-05-07T11:34:46.140-04:00</updated><title type='text'>Outros "será"s...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que se eu pudesse passar 15 dias com o grande amor da minha vida - que, por sinal, ainda não deixou de atender pelo nome de Lucas Oliveira da Costa - eu iria esquecer do resto do mudo só pra aproveitar esse pouco tempo com ele? Será que estar com uma pessoa que possa significar tudo isso é tão importante assim, mais importante do que qualquer coisa? Será que algum dia eu vou fazer isso, como já vi tantas pessoas fazendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia que passa eu sinto nojo de atitudes como essa - e parece que eu tenho ímãs para amigos que um dia farão isso. Sei lá, acho que já passei da fase de aceitar isso como uma fase dos outros e blá blá blá. Não tenho tolerância, não tenho paciência, acho idiota e não acho bonitinho. Depois de ter passado por essa fase do namoro de um grande amigo meu e depois de ter aturado o mesmo de uma amiga que foi embora com o príncipe, eu não tenho mais condições de aceitar essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, talvez seja um problema meu, mas, eu já não gosto muito das pessoas, já percebi que me apegar à elas é muito difícil, que quando uma coisa dessa acontece, uma coisa que me faz ter repgunância até, a coisa mais simples do mundo é eu deixar de gostar. Isso é chato, isso é mau, mas eu sou exatamente assim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111548001699806098?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111548001699806098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111548001699806098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/05/outros-sers.html' title='Outros &quot;será&quot;s...'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111542510132380958</id><published>2005-05-06T19:52:00.000-04:00</published><updated>2005-05-06T20:18:21.360-04:00</updated><title type='text'>Volver</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Será que quando eu for morar na Espanha eu vou desconsiderar que muitas coisas aqui vão ainda querer que eu volte? Será que eu vou ficar adiando e adiando a passagem, deslumbrada com o que eu estarei vendo e vivendo? Será que eu não vou morrer de saudades da minha mãe e das minhas coisas que ficaram aqui? Será que minha vontade de buscar o mundo inteiro vai subir à cabeça? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Eu tenho medo, mas hoje eu fiquei do outro lado. Já é a segunda pessoa amiga e muito querida que vai e não volta. Eu não quero fazer isso com ninguém. E nem comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.euskalnet.net/cort/caminant.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/code&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111542510132380958?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111542510132380958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111542510132380958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/05/volver.html' title='Volver'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111542330435752770</id><published>2005-05-06T19:31:00.000-04:00</published><updated>2005-05-06T19:48:24.396-04:00</updated><title type='text'>Coisas em Salvador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Imagine que situação interessante um político de situação passeando em um dos mais caros teatros de Salvador e se deparando com os típicos pedintes que estacionam bem na porta. Eles vão direto ao tal político, todo engomado e sorridente. E ele... ele dá a esmola? Isso não é extremamente paradoxal? Se ele não der umas moedinhas, vai ser tachado de pão-duro e coisas do gênero. Se der, vai estar de alguma forma admitindo que o "problema" da esmola é inevitável - o que contradiz uma série dos seus discursos. Eu fiquei lá olhando pra ele... e não é que ele deu as moedinhas pro cara na rua? Discretamente, mas deu. Que onda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Aqui em Salvador você tem de pedir licença pros motoristas para atravessar a rua até mesmo quando quer atravessar na faixa. Não interessa em que situação, aqui a regra é do avesso: a preferência é, sempre, do motorista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Não há nada mais estúpido que sair de casa toda equipada para o frio, com casaco e um guarda-chuva grande (porque só eles funcionam) e, depois de três ou quatro horas, estar segurando esse monte de coisa na mão porque o céu resolveu voltar ao normal bem na hora que você está voltando pra casa. Afff...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111542330435752770?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111542330435752770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111542330435752770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/05/coisas-em-salvador.html' title='Coisas em Salvador'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111490834834166076</id><published>2005-04-30T20:13:00.000-04:00</published><updated>2005-04-30T20:50:29.916-04:00</updated><title type='text'>Damien Rice</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.damienrice.com/images/art/glastonbury/6_over.jpg" /&gt;&lt;/code&gt;&lt;br /&gt;&lt;code&gt;&lt;/code&gt;&lt;/div&gt; &lt;code&gt;&lt;br /&gt;&lt;/code&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;code&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Uma das coisas mais espertas que eu comecei a fazer há mais ou menos um ano foi descobrir músicas novas através de trilhas sonoras de filmes. Eu gosto de música, mas é incrível como sou incapaz de ir atrás de coisas novas para ouvir. Eu posso morrer só ouvindo Alanis Morissette e nem acho meu gosto musical sofisticado nem nada. Sem contar que posso passar meses ouvindo alguma banda ou cantor e depois simplesmente parar de ouvir, perder o interesse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Isso me deixa mais do que claro que a minha praia não é mesmo a música. Com o cinema é completamente diferente, eu sempre quero ver mais e mais filmes, todos os filmes de todos os diretores, é quase uma fixação. A idéia de abrangência e novas oportunidades que o cinema me dá é quase oposta ao que eu sinto com a música. Mas como eu acho que nenhum ser humano normal vive sem música, eu entendo que essa é a minha forma de viver com ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Através de filmes eu descobri Joni Mitchel ("Simplesmente Amor"), Aimee Mann ("Magnólia") e, mais recentemente, Damien Rice. Quem assistiu "Closer" não pode ter tirado aquela música linda da cabeça (e isso não é um trocadilho com a letra da música!). Saí do cinema direto pro Google, encontrei a letra (linda), baixei a música e descobri que o responsável por aquilo se chamava Damien Rice.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Desde então, baixei o álbum inteiro dele e não consigo parra de ouvir - como sempre acontece. Daqui a pouco vai passar, mas por enquanto eu estou boba como ele consegue dizer certas coisas de forma linda, e como ele canta maravilhosamente, com uma vozinha doce, quase apagada. Ainda tem uma mulher que acompanha ele em alguns momentos, que também é a coisa mais linda do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;E os dias passam, eu só ouvindo "Blower's Daughter" (a do filme), "I Remember", "Cannonball", "Amie", "Volcano", "Woman Like a Man". Pra quem quer conhecer, essas músicas aí são maravilhosas, transcendentais...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;E nem esperem palavras críticas e blá blá blá. Eu sou péssima pra falar coisas persistentes quando estou completamente embasbacada com alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/code&gt;&lt;code&gt;&lt;/code&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111490834834166076?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111490834834166076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111490834834166076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/04/damien-rice.html' title='Damien Rice'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111490572492531745</id><published>2005-04-30T19:54:00.000-04:00</published><updated>2005-04-30T20:02:04.926-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu mal posso esperar para ver mais um capítulo da extraordináááááária série de reportagens do Fantástico sobre a África. A da semana passada foi tão escandalosa que eu nei sei o que pode vir depois daquilo. E isso me mata de curiosidade. Eu fico impressionada com a capacidade que esse programa tem em tornar coisas óbvias e bestas em outras muito maiores. Fica até redundante falar em sensacionalismo porque eles parecem não conhecer outra forma de noticiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que o formato do Fantástico é muito bom, jornalísticamente falando. É um jornal que mistura mais uma série de coisas como entretenimento, pequenas crônicas, reportagens mais amplas e detalhadas. Mas, claro, isso nada tem a ver com a qualidade desses meios. Tanto que, em tantos anos de programa, são incontáveis as coisas bizarras ali já propagadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas toda vez que me lembro da eportagem do domingo passado sobre a mulher nigeriana que foi condenada à morte por ter um filho fora do casamento, chega a me dar arrepios aquele discurso de moral e justiça que eles enchem a boca pra falar. Credo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111490572492531745?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111490572492531745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111490572492531745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/04/eu-mal-posso-esperar-para-ver-mais-um.html' title=''/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111430464092007057</id><published>2005-04-23T21:00:00.000-04:00</published><updated>2005-04-23T21:06:05.806-04:00</updated><title type='text'>Cahiers du Cinèma</title><content type='html'>Agora eu também vou ter meus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cahiers du cinèma&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;code&gt;&lt;/code&gt;&lt;code&gt;&lt;/code&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.e-filmes.com/colunas/cadernosdecinema/logo_cadernosdecinema.gif" /&gt;&lt;/code&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve em www.e-filmes.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;code&gt;&lt;/code&gt;&lt;code&gt;&lt;/code&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111430464092007057?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111430464092007057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111430464092007057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/04/cahiers-du-cinma.html' title='Cahiers du Cinèma'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111413355308051977</id><published>2005-04-21T21:23:00.000-04:00</published><updated>2005-04-21T21:32:33.080-04:00</updated><title type='text'>Voltar a escrever sobre cinema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-family: georgia;"&gt;Tenho pensado sobre isso. Eu preciso voltar a escrever sobre cinema. Andei relendo algumas colunas que escrevi pro Sobrecarga e de repente senti falta. Eu escrevia bem, me dedicava mais do que faço hoje. E era bom, era bom ver filmes e pensar sobre eles depois a fim de escrever, fazer tudo o que eu fazia. Fora a publicação, que foi algo massa que aconteceu nessa experiência que tive no Sobrecarga. A intereção com os leitores, as discordâncias, as discussões e polêmicas. Eu gosto muito disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-family: georgia;"&gt;Talvez esteja na hora de voltar a escrever. Um site está fazendo uma proposta e eu espero que dê certo. Não acho que voltar pro Sobrecarga seja bom, não me sinto mais atraída pelo site. Mas eu preciso voltar a escrever porque eu sei que isso eu sei fazer muito bem - enquanto as outras coisas continuam na dúvida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111413355308051977?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111413355308051977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111413355308051977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/04/voltar-escrever-sobre-cinema.html' title='Voltar a escrever sobre cinema'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111353107276986567</id><published>2005-04-14T22:06:00.000-04:00</published><updated>2005-04-14T22:11:12.770-04:00</updated><title type='text'>Todo o tempo do mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje eu estava voltando dos correios, tranquila depois de finalmente ter conseguido revalidar o meu smart card, e fui andando sossegada pela calçada, sem prestar muita atenção em nada. Só segurava meu guarda-chuva com cuidado, já um pouco aberto, de olho na chuva chata que queria cair. De resto, nada. Foi quando um cara que nem vi o rosto direito me atravessou e gritou: "O que é, menina!!! Fica andando assim na rua, parece que tem todo o tempo do mundo!!!". Gritou isso e saiu puto da vida. Normalmente eu xingaria de volta alguma coisa. Mas fiquei olhando pra ele andando tão rápido e eu vi que, sim, é verdade, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu tenho todo o tempo do mundo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111353107276986567?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111353107276986567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111353107276986567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/04/todo-o-tempo-do-mundo.html' title='Todo o tempo do mundo'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111341848337957545</id><published>2005-04-13T14:39:00.000-04:00</published><updated>2005-04-13T14:59:20.056-04:00</updated><title type='text'>Angel of the morning</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todo esse caminho porque você está voltando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todas aquelas voltas porque você está por perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Toda a ansiedade porque seus olhos ainda me olham.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todo esse constrangimento porque o seu cheiro ainda gruda em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todos esses sorrisos porque você ainda é o que foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Toda essa cautela porque o mundo ainda é muito pequeno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todo esse estranhamento porque ainda não me conheço com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Toda a mudança de planos porque você não precisa deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Toda essa fascinação porque ainda somos completos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Toda essa paixão boba porque sou boba quando há você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todo o pós-sorriso porque é como se nunca houvesse o que já passou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todo esse silêncio porque ao menos isso não nos tiraram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Toda essa insegurança porque seus olhos me olham e me vigiam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Toda a vontade de sumir porque o tempo não vai parar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Toda essa saudade que eu sinto porque você nunca fica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todo esse orgulho que sinto porque você sempre volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todos esses momentos que crio porque você nunca sai de mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.artbackroom.com/artists_images/Marinoff/Erotic%20Series6%2048x60%20oil.jpg.jpg" /&gt;&lt;/code&gt;&lt;br /&gt;&lt;code&gt;&lt;/code&gt;&lt;br /&gt;&lt;code&gt;&lt;/code&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;There'll be no strings to bind your hands &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Not if my love can't bind your heart &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; And there's no need to take a stand &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; For it was I who chose to start &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; I see no need to take me home &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; I'm old enough to face the dawn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Just call me angel of the morning, angel &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Just touch my cheek before you leave me, baby&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Just call me angel of the morning, angel &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Then slowly turn away from me &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Maybe the sun's light will be dim &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; It won't matter anyhow &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; If morning's echo says we've sinned &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Well, it was what I wanted now&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; And if we're victims of the night I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; won't be blinded by the light&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Just call me angel of the morning, angel &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Just touch my cheek before you leave me, baby&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Just call me angel of the morning, angel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Then slowly turn away from me &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; I won't beg you to stay with me &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Through the tears of the day&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Of the years, baby &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Just call me angel of the morning, angel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Just touch my cheek before you leave me, baby&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Just call me angel of the morning, angel &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Then slowly turn away from me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;"Angel of the Morning"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;The Pretenders version.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111341848337957545?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111341848337957545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111341848337957545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/04/angel-of-morning.html' title='Angel of the morning'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111305201023112152</id><published>2005-04-09T09:03:00.000-04:00</published><updated>2005-04-09T09:06:50.233-04:00</updated><title type='text'>Esse jornalismo brasileiro...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Tem uma coisa que anda me intrigando nessas últimas semanas nos meios jornalísticos: é realmente preciso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: courier new;"&gt;falar TANTO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt; de Reforma Ministerial, Severino Cavalcanti e a morte do Papa? Tudo bem, são coisas importantes e blá blá blá, mas não é um pouco demais assistir ao telejornal e só ver as mesmas manchetes que se encontram nos jornais impressos e até nas rádios? Que coisa mais chata!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111305201023112152?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111305201023112152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111305201023112152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/04/esse-jornalismo-brasileiro.html' title='Esse jornalismo brasileiro...'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111263357696882175</id><published>2005-04-04T12:25:00.000-04:00</published><updated>2005-04-04T12:59:26.493-04:00</updated><title type='text'>"Hey, it was... intense."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.moviecitynews.com/arrays/images/2004/woodsman.jpg" /&gt;&lt;/code&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Ainda era de tarde, o sol batia com força contra aquela mesa de madeira pesada, meu corpo perdia ali um pouco de sabor e todas as roupas já eram poucas. Ele estava particularmente aceso naquele estado. Sem camisa, me olhando com seus verdes olhos exaustos. Ele gostava de me ver com aquela calcinha preta, pequena, e pareceu em transe quando me puxou para si. Sorrindo, à vontade, como se estivesse a caminho de casa, eu caminhava discreta, inteira. Sentada em seu colo, por cima de panos quentes, com todo o cheiro de sexo. À vontade com todos os meus trinta e poucos anos, excitada com tudo o que era tão intenso. Mãos livres que se prendem, alguns gemidos e sussurros que se sentem - com calor, com tesão e com suspeita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Comigo em seu colo, os braços que me abraçam e o rosto afundando no cheiro dos meus cabelos. Arfando, gozando de formas distintas e diversas. E eu ali, suada, molhada com meus pés no chão, eu era a sua&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; little girl&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;. E eu conhecia cada movimento estranho das suas pernas, cada palavra ou frase solta entre seus abafos, cada som do seu corpo. De olhos bem fechados, eu não precisava ser nada além da sua garotinha, com as ondas dos cabelos cheios de cheiros. Eu dançava e dancei sobre o seu corpo que clamava por qualquer coisa com aquele mesmo gosto. Com gemidos e sussurros, eu tragava todo aquele gozo em silêncio, as mãos presas e longos dedos nos meus seios. E ele sorria porque algumas tardes ainda seriam as mesmas tardes quentes - e eu sentaria no seu colo de bebê porque ele ainda seria meu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.moviezine.se/filmbilder/016/woodsman.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/code&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111263357696882175?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111263357696882175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111263357696882175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/04/hey-it-was-intense.html' title='&quot;Hey, it was... intense.&quot;'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111247629096405495</id><published>2005-04-02T17:08:00.000-04:00</published><updated>2005-04-02T17:17:04.263-04:00</updated><title type='text'>"Le Couperet", de Costa-Gavras.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.amis.monde-diplomatique.fr/IMG/jpg/couperet2.jpg" /&gt;&lt;/code&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Imagine só que Salvador teve a hoooooonra de ter a primeira exibição do filme novo de Costa-Gavras, “Le Couperet”. Depois da dificuldade típica que se tem de entrar nos lugares disputados em ocasiões como essa, consegui senatr lá na cara da tela com a minha mãe pra ver o filme. Ainda bem que eu consegui entrar.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Eu não gosto de filmes políticos, ainda mais quando todo mundo espera que assim seja. Mesmo que sejam “nobres” por suas intenções, geralmente são chatos e pretensiosos, o que me faz fugir deles desesperada. Mas “Le Couperet” me fez esquecer que se tratava do rótulo do “filme político”, como , aliás, o próprio Costa-Gavras nem gosta:&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;"Todo filme é político na medida em que política é toda forma de relação humana em que o poder está implicado. Nunca disse que fiz filmes políticos, isso foi algo imposto à minha obra".&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;  &lt;code&gt;&lt;img src="http://www.cinema.com/image_lib/7478_008_thumb.jpg" /&gt;&lt;/code&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Yeah, baby. A tradução do título para o português seria “O Corte” e trata, basicamente, do problema do desemprego na França que, depois desse filme, me chamou atenção. Não é a primeira vez que vejo esse tipo de filme, onde o desemprego (na França) leva as pessoas a fazerem coisas trágicas com elas mesmas e suas famílias. Lembro-me de “O Adversário”, história verídica de uma médico (acho) que, após sua demissão, continua saindo de casa em sua antiga hora de trabalho, sem conseguir enfrentar a família e a humilhação de estar sem emprego, sem dinheiro. Sua farsa durou 15 anos, quando decidiu matar toda a família (sua mulher, seus filhos e outros parentes).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.traxzone.com/soundtracks/covers/1458.jpg" /&gt;&lt;/code&gt; &lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;O filme de Gavras é quase tão trágico, mas é apresentado de outra forma. O pai de família, também limitado pela humilhação do desemprego, resolve eliminar seus possíveis concorrentes na busca desesperada por emprego, onde todos parecem ser muito mais competentes que ele. Acompanha-se a angústia, o medo e o desespero de um cara que, por causa do que sente na sua situação, é capaz de matar pessoas que se encontram nessa mesma situação, sem se envolver, sem abandonar esse idéia psicótica.&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;O engraçado é que tomamos partido do personagem – e de muitas formas! Não que queiramos que os outros morram e ele ganhe um emprego, mas conseguimos chegar mais perto, entender o que seria, moralmente, incompreensível, aceitar o inaceitável. Talvez por isso o diretor brinque tanto com isso durante o filme, misturando o drama e até mesmo um clima de suspense com uma espécie de humor negro, nos aproximando do personagem e da própria situação. É difícil não se envolver com nada disso.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: courier new; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.cineart.be/Images/Films/801.jpg" /&gt;&lt;/code&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;No fim das contas, Gavras nos apresenta um ciclo que se repete e nos faz pensar (oh, deus...) sobre esse problema do desemprego na França, sobre como é estranha a forma como eles devem levar isso. Não me lembro de nenhum filme brasileiro que seja trágico assim e nem sobre o desemprego como tema central. E é engraçado pensar que esse tipo de coisa não acontece só por aqui, que em um país “grande” da Europa isso faz com que as pessoas queiram se matar. É estranho.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Acho que por tudo isso “Le Couperet” me chamou atenção. Também por questões cinematográficas específicas, que me deixaram um pouco de boca aberta. Toda a construção da narrativa do filme é programada de tal forma que tudo funciona perfeitamente e eu realmente fico perplexa com tudo isso. É um fime e tanto e foi a melhor forma de fehcar o seminário. Pela primeira vez tive o prazer de aplaudir um filme que eu realmente gostei, de aplaudir o seu realizador que ali estava na minha frente. Foi um prazer imenso.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111247629096405495?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111247629096405495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111247629096405495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/04/le-couperet-de-costa-gavras.html' title='&quot;Le Couperet&quot;, de Costa-Gavras.'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111247235945778742</id><published>2005-04-02T16:03:00.000-04:00</published><updated>2005-04-02T16:25:16.986-04:00</updated><title type='text'>Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;"&gt;Semana passada foi a primeira vez que me senti disposta a ir a um seminário. Não só porque era sobre cinema, mas porque os palestrantes e os temas específicos realmente me interessavam e isso é tão raro... Primeiro o Michel Marie, francês que estudou a Nouvelle Vague e que foi chamado para falar sobre cinema político, e segundo o Arlindo Machado, estudioso de cinema e vídeo daqui do Brasil e que foi convidado para falar sobre telejornalismo. Os demais palestrantes foram gratas surpresas, outras nem tanto. Houve também a presença do cineasta Costa-Gavras para falar de seus filmes políticos e apresentar seu último filme, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Couperet&lt;/span&gt; (O Corte). &lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153); font-family: georgia;"&gt;O mais bacana é que eu detesto cinema político, não acho que eles têm mérito em si somente pelo seu “gênero”, mas discutir isso foi prazeroso (sempre é). A única coisa que me incomodou foi a ignorância que persiste nesse público baiano, tanto em fazer perguntas estúpidas como em aplaudir a tudo e todos. Em meio a tanta coisa irritante, eu nem sei como consegui passar tanto tempo lá dentro da reitoria. O fato é que, apesar dessas coisas de sempre, o seminário foi muito bem organizado, a tradutora era muito boa e tudo correu quase perfeitamente. Acho que pela primeira vez eu me senti satisfeita num evento assim relacionado a cinema aqui em Salvador. Milagre.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111247235945778742?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111247235945778742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111247235945778742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/04/seminrio-internacional-de-cinema-e.html' title='Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111203985912268519</id><published>2005-03-28T15:52:00.000-04:00</published><updated>2005-03-28T15:57:39.130-04:00</updated><title type='text'>"Antes do Pôr-do-Sol" também.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.cineclub.de/images/2004/06/before-sunset-p.jpg" /&gt;&lt;/code&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não é nada surpreendente que a continuação de “Antes de Amanhecer” tenha sido tão esperada, já que esse romance é considerado, quase que unanimemente, um dos melhores e mais belos já lançados. Por sua sutileza, sua simplicidade e até realismo, a história de amor entre Jesse e Celine foi um sucesso completamente inesperado.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas existem filmes que não devem ter uma continuação, que se encerram ali mesmo, não dão margem a mais nada, simplesmente porque não se propõem a nada disso. Jesse e Celine, mesmo fazendo planos, não passam dali e é isso que faz de “Antes do Amanhecer” uma graça de filme. Mas parece que todo esse encanto se rompe com “Antes de Pôr-do Sol”. Por conceito, ele já é ruim por negar o que há de mais charmoso em seu antecessor - a incerteza do reencontro, a beleza do que é incerto. E, como resultado, não funciona porque tenta o tempo inteiro ser o que, definitivamente, não pode ser.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que “Antes&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;do Pôr-do-Sol” consegue é formar um emaranhado de diálogos enfadonhos sobre assuntos que já se esgotaram, sobre obviedades e, pior, da forma mais óbvia possível. Jesse e Celine não são mais interessantes depois desses noves anos, não são espontâneos como o texto e a direção tentaram mostrar o tempo inteiro. Os passeios do casal pelas ruas de Paris não têm charme, não encantam, nada mais neles é encantador, nada do filme tem a beleza do outro porque o filme não tem um por quê.&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que há é um filminho de pouco mais de uma hora que tenta ser simpático, tenta restaurar o que poderia ser interessante do outro filme, mas tudo o que oferece é um texto denso, pesado e bobo, uma falsa espontaneidade e um conceito que é um fracasso. E foi exatamente isso que mais me irritou em “Antes do Pôr-do-Sol”, o fato de se levar tão à sério, de achar que funcionaria e teria o mesmo brilho do seu antecessor.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso sem contar os diálogos terríveis. Eu não sou contra diálogos longos, mas eles nem sempre precisam ser maçantes. Os franceses entendem disso melhor que ninguém e Truffaut, certamente, faria um “Antes do Pôr-do-Sol” com muito mais graça e charme que Richard Linklater. Porque eis aí um típico filme francês, mas que anda na direção errada. Não há emoção, nostalgia, tensão, apenas duas pessoas desinteressantes falando sobre coisas que, sinto muito, mas não nos prendem, enquanto uma steadycam se exibe pelas belas paisagens parisienses.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Antes do Pôr-do-Sol” termina com a mesma pretensão com a qual começou. Seu final “aberto” não causa efeito, seu texto não tem consistênsia narrativa (e nem dramática) e a última seqüência, apesar de belíssima, não se sustenta por não possuir uma base de apoio eficiente. Apesar de breve, o filme é denso porque excessivo, é pesado porque enfadonho. Todo o filme é um grande equívoco e uma decepção das grandes pra quem já assistiu (e adorou) a um dos melhores romances já filmados até hoje.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.warnerbrosvideo.com.br/img_cat/dvd/dvd_ZPC2531.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Tantos anos antes eles eram melhores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/code&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111203985912268519?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111203985912268519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111203985912268519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/03/antes-do-pr-do-sol-tambm.html' title='&quot;Antes do Pôr-do-Sol&quot; também.'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111195365250205547</id><published>2005-03-27T15:58:00.000-04:00</published><updated>2005-03-27T16:00:52.506-04:00</updated><title type='text'>Porque eu ando acadêmica demais...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu concordo com Borges e acho que o que mais vale na apreciação de uma obra (no meu caso, mais na apreciação do cinema e também da música e da literatura) e o enigma que ela apresenta sempre antes da sua exposição. É o enigma que também me dá prazer, ainda que eu, diferente de Borges, também me atraia pela resolução desse enigma.&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando eu ouço determinada música e me emociono com a sua letra ou melodia, nã me escapa o enigma, não me escapa o prazer trazido por ele. Mas eu adoraria, sim, saber exatamente por que o autor da música dispôs aqueles elementos daquela maneira específica. Não para que eu tentansse entender o que em deu prazer na música (acho até que isso é bem complexo e não muito interessante), mas para descobrir e gozar de outras formas de apreciação, que são diversas e que têm condições plenas de me oferecer outras milhões de novas e diferentes sensações.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Creio que seja isso o que me faz escutar repetidas vezes o mesmo disco, assistir milhões de vezes ao mesmo filme. Cinematograficamente falando, as possibilidades de apreciação de um mesmo filme são imensas e eu já experimentei incríveis surpresas. Ainda que a segunda apreciação não me reserve um enigma propriamente dito – ele que é sedutor em si mesmo – ainda assim o que eu busco é exatamente essa possibilidade de uma nova apreciação, outra forma de sentir prazer em cima de uma mesma obra, seja ela qual for.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Talvez essa multiplicidade seja a minha motivação artística como receptora (e talvez produtora, quem sabe...) que sou. E nada disso de fato precisa ter sentido, nisso Borges me é claro e plausível. É necessário mesmo que haja prazer, muitas formas de alcançar esse prazer, todas as formas do mundo de gozar dele sem que uma escolha tenha autoridade suficiente para anular a outra.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*** Impressões sobre o artigo “Pensamento e Poesia”, de Jorge Luis Borges.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em 16/03/05.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111195365250205547?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111195365250205547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111195365250205547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/03/porque-eu-ando-acadmica-demais.html' title='Porque eu ando acadêmica demais...'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111188025472894756</id><published>2005-03-26T18:51:00.000-04:00</published><updated>2005-03-26T20:04:32.696-04:00</updated><title type='text'>Super Size Me - uma grande besteira</title><content type='html'>Eu estava curiosa, não vou mentir, pra ver esse filme. Ele chegou na GPW essa semana e eu fui lá pegar - loquei junto com "Má Educação", por sinal. Pois bem, eu sempre achei idiota a idéia de que um cara resolveu fazer um documentário sobre como a comida da McDonalds faz mal, comendo comida de lá durante um mês seguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou que a minha suposição foi confirmada, a de que o filme é uma babaquice sem tamanho e que, enquanto documentário, não serve pra (quase nada). É ridículo o cara decidir, por conta própria, se entupir de McDonalds só pra provar como a comida deles faz mal. Eu não posso levar à sério nenhum tipo de argumento que um cara desse tente expor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, acho que é interessante mesmo discutir a questão da nutrição, da educação alimentar num país onde o problema da obesidade é sério. Mas daí a fazer uma apologia contra o consumo dos produtos da McDonalds é estúpido, é negar que as pessoas têm livre-arbítrio e que, antes disso, pensam. Ninguém é idiota o suficiente para não saber que as comidas gostosas fazem mal mesmo. É o mal e a tortura dos tempos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida da McDonalds pode ser uma porcaria, mas é gostosa, muito gostosa, sinto muito. Sinto muito pelos puristas insuportáveis e pelos vegetarianos de plantão, a comida do palhaço lá é uma delícia e ver o cara no filme comendo vááááários sanduíches e pacotes de batata-frita me deu foi vontade de desligar o DVD e ir comprar o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, depois de estatísticas e relações forçadas entre elas, o que o diretor de Super Size Me conseguiu? Aliás, o que foi que ele propôs que possa ser considerado uma boa proposta para documentário em cinema? Para mim se tratou de um filme bobo, vaidoso, com pouca coisa concreta e razoável para oferecer. E olha que eu nem sou exigente com coisas que os filmes têm para oferecer, mas esse se propôs, não foi? Logo me dá o direito de exigir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;code&gt;&lt;img src="http://www.worldmoviemag.com/cache/filmfocus/image/FocuspicSUPER.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/code&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111188025472894756?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111188025472894756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111188025472894756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/03/super-size-me-uma-grande-besteira.html' title='Super Size Me - uma grande besteira'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111184801807208823</id><published>2005-03-26T11:38:00.000-04:00</published><updated>2005-03-26T10:40:18.076-04:00</updated><title type='text'>Trying...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando falar sobre tudo o que eu tenho fervendo agora.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando rir das mesmas velhas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;piadas.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando me acostumar ao que já é tão óbvio.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando admitir aqueles pequenos defeitos aqui e ali.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando não jogar toda a culpa em você.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando não ser tão benevolente comigo mesma. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando acabar com o jogo da vítima.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando acreditar que eu posso estar certa e errada em tão pouco tempo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando agarrar minhas pernas no frio.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando não precisar de tanta proteção.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando manter as palavras um pouco mais quietas na minha garganta.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando não te oferecer todos os meu abraços.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando permancecer com os olhos atentos para não deixar nada escapar.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando ser cautelosa e em chamas para que você ainda me conheça.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando fechar os olhos sem deixar nada passar.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentando tirar todos esses dias de descanso.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111184801807208823?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111184801807208823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111184801807208823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/03/trying.html' title='Trying...'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11442050.post-111184564679718054</id><published>2005-03-26T09:57:00.000-04:00</published><updated>2005-03-26T10:02:09.836-04:00</updated><title type='text'>Mudando de ares.</title><content type='html'>O blogger me avisou que o meu espaço estava acabando. Mas eu ainda quero o meu espaço, então mudei pra cá. E também mudei pra cá porque muita coisa está mudando de lugar, mudando de casa. Eu também ando me mudando, circulando muito. E à procura, um pouco mais, do meu lugar, do meu espaço. E esse é o meu novo. Eu vou estar por aqui como antes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11442050-111184564679718054?l=purgatoryingg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111184564679718054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11442050/posts/default/111184564679718054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purgatoryingg.blogspot.com/2005/03/mudando-de-ares.html' title='Mudando de ares.'/><author><name>Ana Camila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
