Praias e novos ares...
Depois da depressao, o alívio! Nao que eu estivesse em depressao, pelo amor de deus, mas eu estava bem baixo astral nos últimos dias. Essa segunda 31 de julho fez duas semanas que cheguei aqui e, na moral, parece que já faz um mês. Pra quantidade de coisa que já vi, já fiz e já senti, nunca seriam só duas semanas. É assustador.
Pois bem, meu domingo dia 30 foi quase uma celebraçao. Joana nao pôde estar comigo, ela tem sempre que trabalhar e isso nos fode um pouco, entao quem está sendo mais meu anfitriao é Antonio, de quem já falei antes por aqui, meu companheiro de apartamento. No domingo de tarde ele me levou pra conhecer as praias de Barcelona. Eu nao sou muito de praia, mas peguei um biquini emprestado de Joana e fui, muito mais pela curiosidade. Afinal de contas, o fato de Barcelona ter mar me dá um alívio imenso, mas ainda nao tinha ido ver esse mar. Eu fui e passei um domingo delicioso.
Primeiro porque as praias de Barcelona sao bonitas, apesar de eles aqui nao gostarem, nem sei por que. As diferenças em relaçao äs praias de Salvador ou do Rio sao muito grandes e começam pelo agradável fato de as pessoas poderem ficar espalhadas pela areia sem precisar das barracas infernais que te obrigam a consumir pelo menos uma cerveja. A praia aqui me pareceu mais tranquila, apesar da grande quantidade de gente, talvez pela forma como as pessoas estavam dispostas, e isso me agradou. Como nao faz sentido ir à praia sem se jogar no mar, nao deu 20 minutos e lá estava eu, jogada no mar, um mar todo tranquilo, nada perto da agitaçao das praias de Salvador, em volta de um monte de gente bonita como quê. Como sempre, havia gente de todo lugar e é uma coisa a qual a gente acaba se habituando aqui em Barcelona.
O choque veio com a naturalidade com a qual praticamente todas as mulheres que estavam na praia faziam topless. É incrível, todas elas fazem e a quantidade de seios diferentes que ficam expostos na sua cara passa de constrangedor a totalmente sem graça. Engraçado que o topless dessa forma é meio que uma expressao da “liberdade” ou da “espontaneidade” das pessoas aqui em Barcelona, mas eu achei tao sem graça. Acho que uma das partes do corpo da mulher que sao mais bonitos sao os seios e que há toda uma aura em torno do fato de eles estarem sempre escondidos, de só se “revelarem” na intimidade de um casal, por exemplo. Pra mim os seios sempre tiveram essa aura e foi meio bizarro ver aquilo jogado fora por uma questao de espontaneidade ou o que seja.
Como nao estou tirando fotos, encontrei essa na internet, que é simples, mas que dá pra ter uma idéia. Nao que a praia de Barcelona seja diferente das outras, muito menos pelo que se vê nessa foto, mas as pequenas diferenças sao agradáveis. Ainda mais porque as praias estao dispostas num lugar bonito da cidade, gostoso de estar, por onde andar e tudo mais. E isso me fez sentir bem, era algo que eu nao sentia mais tanto em Salvador, por exemplo.
A outra foto encontrei depois e também achei boa pra mostrar como sao as praias, apesar de que no dia que eu fui ela estava bem mais cheia. Claro, é verao, e a verdade é que nao vejo a hora de poder mudar a estaçao e eu ir visitar as praias sem que estejam entupidas de gente. Antonio disse que nao tem coisa melhor do que ir à praia de noite, ficar nas barraquinhas que estao armadas lá em cima na calçada, tomando uma cerveja e ficando de onda. Diz ele que vai me levar um dia pra fazer isso e eu nao vejo a hora. [Bom, as fotos nao subiram, depois eu tento.]
Após a praia, Antonio me levou pra um passeio quase turístico pelos arredores. Foi me mostrando uma praia atrás da outra e depois fomos entrando nos bairros próximos, onde teve início um verdadeiro espetáculo pra mim. Me lembrava de algumas cenas de Albergue Espanhol, aquele povo andando por ruas em Barcelona que pareciam becos, todos escuros e vazios, e aquilo, por algum motivo misterioso, me encantou. Estava desesperadamente atrás dessas ruas, queria ter a sensaçao de estar lá e de repente me vejo no Bairro Gótico, um lugar LINDO de Barcelona e pelo qual eu estava morrendo pra conhecer, mas ainda nem sabia.
Todas aquelas ruas, becos vazios e escuros, tudo estava ali. As ruas escondiam casas meio “pobres” e, mais frequentemente, botecos com comidas típicas daqui, uma variedade infinita de tapas, de deixar qualquer um louco. Eu tive uma vontade estranha de experimentar tudo, logo eu que sou meio chata com coisa de comida que nao conheço. Mas o clima daquele lugar mexeu comigo, tive vontade de ficar ali pra sempre, de entrar em cada rua e me aventurar por aquele labirinto. Sem contar que estava acompanhada por alguém que é claramente dado a aventuras e que lhe encanta as surpresinhas de Barcelona.
Num momento nós dois entramos num típico boteco, que aqui tem um nome que me esqueci. Achei o lugar tao aconchegante que tirei uma foto no celular de Joana, mas ainda nao sei como sacar as fotos de lá. Era um botequinho de nada, mas todo climático, uma coisa meio do século 16, sei lá. Quando sentamos lá tomamos uma cerveja e escolhemos umas tapas bacaninhas, um queijo bem forte, bem salgado, que comemos com pao. O lugar ainda tinha um som ambiente delicioso. Na hora da conta eu me assustei um pouco, mas passei tao bem que nem me importei tanto.
Depois disso ficamos andando ainda mais pelo Bairro Gótico, conheci as praças importantes e as nao importantes, a praça onde está a prefeitura de Barcelona e um monte de pracinhas fechadas onde as pessoas se reuniam no chao pra conversar ou tomar uma enquanto grupos de artistas se apresentavam em troca de alguma moeda. Num dado momento eu me senti pela primeira vez “na Europa”, dentro daquela imagem que eu tinha da Europa, aquelas ruas, aquelas praças, aquela coisa toda cheia de cultura e segredos a descobrir. Aquilo me deu uma paz, uma felicidade... Eu estava feliz como uma menina pequena e senti tanta coisa boa que nem sei dizer. Tudo isso andando, desde a praia até as voltas pelo bairro, eu e Antonio fomos andando, sempre. Saímos de casa äs 14h e voltamos às 21h30, sempre andando. Chegamos em casa, tomamos banho e ainda fomos ver um filme. E depois fui dormir tao feliz. Taaaaaaao feliz...
Pois bem, meu domingo dia 30 foi quase uma celebraçao. Joana nao pôde estar comigo, ela tem sempre que trabalhar e isso nos fode um pouco, entao quem está sendo mais meu anfitriao é Antonio, de quem já falei antes por aqui, meu companheiro de apartamento. No domingo de tarde ele me levou pra conhecer as praias de Barcelona. Eu nao sou muito de praia, mas peguei um biquini emprestado de Joana e fui, muito mais pela curiosidade. Afinal de contas, o fato de Barcelona ter mar me dá um alívio imenso, mas ainda nao tinha ido ver esse mar. Eu fui e passei um domingo delicioso.
Primeiro porque as praias de Barcelona sao bonitas, apesar de eles aqui nao gostarem, nem sei por que. As diferenças em relaçao äs praias de Salvador ou do Rio sao muito grandes e começam pelo agradável fato de as pessoas poderem ficar espalhadas pela areia sem precisar das barracas infernais que te obrigam a consumir pelo menos uma cerveja. A praia aqui me pareceu mais tranquila, apesar da grande quantidade de gente, talvez pela forma como as pessoas estavam dispostas, e isso me agradou. Como nao faz sentido ir à praia sem se jogar no mar, nao deu 20 minutos e lá estava eu, jogada no mar, um mar todo tranquilo, nada perto da agitaçao das praias de Salvador, em volta de um monte de gente bonita como quê. Como sempre, havia gente de todo lugar e é uma coisa a qual a gente acaba se habituando aqui em Barcelona.
O choque veio com a naturalidade com a qual praticamente todas as mulheres que estavam na praia faziam topless. É incrível, todas elas fazem e a quantidade de seios diferentes que ficam expostos na sua cara passa de constrangedor a totalmente sem graça. Engraçado que o topless dessa forma é meio que uma expressao da “liberdade” ou da “espontaneidade” das pessoas aqui em Barcelona, mas eu achei tao sem graça. Acho que uma das partes do corpo da mulher que sao mais bonitos sao os seios e que há toda uma aura em torno do fato de eles estarem sempre escondidos, de só se “revelarem” na intimidade de um casal, por exemplo. Pra mim os seios sempre tiveram essa aura e foi meio bizarro ver aquilo jogado fora por uma questao de espontaneidade ou o que seja.
Como nao estou tirando fotos, encontrei essa na internet, que é simples, mas que dá pra ter uma idéia. Nao que a praia de Barcelona seja diferente das outras, muito menos pelo que se vê nessa foto, mas as pequenas diferenças sao agradáveis. Ainda mais porque as praias estao dispostas num lugar bonito da cidade, gostoso de estar, por onde andar e tudo mais. E isso me fez sentir bem, era algo que eu nao sentia mais tanto em Salvador, por exemplo.
A outra foto encontrei depois e também achei boa pra mostrar como sao as praias, apesar de que no dia que eu fui ela estava bem mais cheia. Claro, é verao, e a verdade é que nao vejo a hora de poder mudar a estaçao e eu ir visitar as praias sem que estejam entupidas de gente. Antonio disse que nao tem coisa melhor do que ir à praia de noite, ficar nas barraquinhas que estao armadas lá em cima na calçada, tomando uma cerveja e ficando de onda. Diz ele que vai me levar um dia pra fazer isso e eu nao vejo a hora. [Bom, as fotos nao subiram, depois eu tento.]
Após a praia, Antonio me levou pra um passeio quase turístico pelos arredores. Foi me mostrando uma praia atrás da outra e depois fomos entrando nos bairros próximos, onde teve início um verdadeiro espetáculo pra mim. Me lembrava de algumas cenas de Albergue Espanhol, aquele povo andando por ruas em Barcelona que pareciam becos, todos escuros e vazios, e aquilo, por algum motivo misterioso, me encantou. Estava desesperadamente atrás dessas ruas, queria ter a sensaçao de estar lá e de repente me vejo no Bairro Gótico, um lugar LINDO de Barcelona e pelo qual eu estava morrendo pra conhecer, mas ainda nem sabia.
Todas aquelas ruas, becos vazios e escuros, tudo estava ali. As ruas escondiam casas meio “pobres” e, mais frequentemente, botecos com comidas típicas daqui, uma variedade infinita de tapas, de deixar qualquer um louco. Eu tive uma vontade estranha de experimentar tudo, logo eu que sou meio chata com coisa de comida que nao conheço. Mas o clima daquele lugar mexeu comigo, tive vontade de ficar ali pra sempre, de entrar em cada rua e me aventurar por aquele labirinto. Sem contar que estava acompanhada por alguém que é claramente dado a aventuras e que lhe encanta as surpresinhas de Barcelona.
Num momento nós dois entramos num típico boteco, que aqui tem um nome que me esqueci. Achei o lugar tao aconchegante que tirei uma foto no celular de Joana, mas ainda nao sei como sacar as fotos de lá. Era um botequinho de nada, mas todo climático, uma coisa meio do século 16, sei lá. Quando sentamos lá tomamos uma cerveja e escolhemos umas tapas bacaninhas, um queijo bem forte, bem salgado, que comemos com pao. O lugar ainda tinha um som ambiente delicioso. Na hora da conta eu me assustei um pouco, mas passei tao bem que nem me importei tanto.
Depois disso ficamos andando ainda mais pelo Bairro Gótico, conheci as praças importantes e as nao importantes, a praça onde está a prefeitura de Barcelona e um monte de pracinhas fechadas onde as pessoas se reuniam no chao pra conversar ou tomar uma enquanto grupos de artistas se apresentavam em troca de alguma moeda. Num dado momento eu me senti pela primeira vez “na Europa”, dentro daquela imagem que eu tinha da Europa, aquelas ruas, aquelas praças, aquela coisa toda cheia de cultura e segredos a descobrir. Aquilo me deu uma paz, uma felicidade... Eu estava feliz como uma menina pequena e senti tanta coisa boa que nem sei dizer. Tudo isso andando, desde a praia até as voltas pelo bairro, eu e Antonio fomos andando, sempre. Saímos de casa äs 14h e voltamos às 21h30, sempre andando. Chegamos em casa, tomamos banho e ainda fomos ver um filme. E depois fui dormir tao feliz. Taaaaaaao feliz...

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